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O valor social da riqueza

Postado por Roberto Marques,

          Precisamos reconhecer o caráter benéfico da empresa privada.
         O valor social da riqueza não está nas virtudes ou intenções de quem a produz, e sim nos efeitos de seus atos: geração de bens, serviços, empregos, impostos, tecnologias. A verdade é que a grande maioria dos bilionários enriqueceu criando produtos e serviços que tornaram a sociedade melhor.
         Após Simão e Andre realizarem uma grande pescaria, “fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique.” (Lc 5.6,7). Se rapidamente não pedissem ajuda, afundariam com a preciosa carga.

Quem ora pelos empresários?

Postado por Roberto Marques,

         A igreja sempre ora pelos governantes e políticos. Será que não devia também orar pelos empresários?
         Aqueles que geram bens e serviços necessários a todos nós, e também criam milhares de postos de trabalho, além de arcarem com a pesada carga tributária que movimenta a máquina pública, merecem tanto quanto, senão mais, orações que os líderes do governo e políticos.
         Alguns municípios literalmente “quebrariam” se certos empresários falissem ou mudassem a sua empresa de região. Esses empresários criam milhões de empregos que estão alimentando e vestindo os brasileiros.

     O economista e filósofo escocês Adam Smith, que viveu no século XVIII, considerado o pai da economia moderna, passou para a história como o primeiro pensador a perceber o caráter benéfico da empresa privada. Em sua obra mais conhecida A Riqueza das Nações (1776), que continua sendo uma referência para gerações de economistas, procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos apenas pelo seu próprio interesse (self-interest), promoviam o progresso, a libertação das pessoas e o avanço do bem-estar comum.
     Adam Smith sabia que a procura da riqueza mudava o mundo para melhor - embora não tornasse os ricos mais virtuosos ou bem-intencionados – pois o seu valor social não está nas virtudes ou intenções de quem a gera, e sim nos efeitos de seu atos. Smith ilustrou bem seu pensamento ao atribuir seu bife do jantar não à benevolência do açougueiro, mas ao seu empenho em ganhar dinheiro vendendo carne.

Empresário: você pode ter tudo...

Postado por Roberto Marques,

Empresário, você pode ter tudo o que desejar no mundo. Você pode:
- Acumular bens e patrimônios;
- Usar roupas de marca;
- Morar numa mansão;
- Passar as férias na Europa;
- Comer filet mingnon;
- Possuir um automóvel importado;
- Ter empregados às suas ordens;
- Pertencer à alta classe social.

Você pode ter o MUNDO INTEIRO, não há problema nenhum nisso, porque você trabalha duro e merece colher o que plantou.

Entretanto... Você só não pode deixar de ter JESUS. Pois esse bem DETERMINA se você estará no CÉU ou no INFERNO. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo 3.16).

JESUS é o único bem que você não pode deixar de ter. Mas você não pode pagar para adquiri-Lo, nem trabalhar para obtê-Lo. JESUS é um dom, um presente de DEUS para você. É de graça!

Ter JESUS faz muitíssima diferença não somente agora, mas no dia da sua morte e por toda a eternidade!

JESUS adverte: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc 8.36).

Caro amigo empresário, ganhe o mundo, mas não perca o mais importante no final: a sua salvação eterna. Não vale à pena!

Você gostaria de aceitar JESUS CRISTO como seu Salvador pessoal? (   )SIM   (   )NÃO

O renascimento do trabalho na empresa

Postado por Roberto Marques,

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus. (1Co 10.31)


Numa sociedade capitalista, onde um terço da população mundial vive e os dois terços restantes morrem de fome e sede, creio ser dever de todo cristão dar significado espiritual ao seu trabalho. Se, por ora, não podemos mudar a lógica cruel e selvagem das grandes corporações, certamente podemos mudar o pensamento daqueles que nelas trabalham.

É preciso mudar radicalmente os códigos, as regras, a cultura do viver na empresa. Não podemos mais ver o trabalho como algo separado, cortado da vida pessoal, como se fosse uma dimensão tolerada, sofrida, imposta. O trabalho deve ser algo escolhido, prazeroso, querido. É este um renascimento do trabalho.

A empresa, sendo o lugar onde passamos a maior parte do tempo da nossa existência, deve tornar-se o lugar de desenvolvimento físico, mental e espiritual. Um lugar onde se possa servir, criar, construir, amar. A empresa deve fazer parte do “tudo” que fazemos para a glória de Deus.

Conforme o pensamento de Valério Albisetti: “Não devemos JAMAIS separar o que fazemos daquilo que cremos. Dos nossos valores mais elevados. Da nossa vida espiritual. Deveríamos voltar aos mitos. Deveríamos aprender dos antigos nativos da América do Norte, que viam Deus em tudo aquilo que faziam.”1

1.valerio Albisetti. Trabalhar com o coração. Editora Paulinas, 2006, p.38.

“Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.” (Mt 7.15).


Pesquisas mostram que muitos profissionais e executivos cristãos estão abandonando as igrejas. Essa tendência crescente tanto preocupa quanto empolga os líderes religiosos. Se por um lado, acredita-se que isso pode ameaçar a pregação do Evangelho, por outro, pensa-se ser o tipo de reavivamento esperado pela igreja à séculos.

Tradicionalismo religioso, legalismo farisaico, pastor como sacerdote, pedágio salvífico, sermões vociferados, falso falar em línguas, ilusionismo barato, prática do “cai-cai”, mentalidade do “Abençoe-me”, idolatria a pregadores, comércio de bênçãos, culto a objetos e relíquias, curandeirismo espírita e outras aberrações anti-bíblicas, têm levado muitos cristãos sinceros a abandonarem a igreja porque precisam de mais alimento espiritual, algo que a maioria das igrejas não está oferecendo (Mt 7.21-23; 2Tm 4.3; 2Pd 2.1—3).

Muitos executivos - escandalizados, descriminados ou explorados em suas igrejas - sentem que Deus quer ministrar por meio de seu trabalho, fazem o que Deus colocou em seu coração fazer. Eles estão aplicando o conceito hebraico de avodah ao unir os dois significados do termo: trabalho e adoração. Pensam como Fred Smith, um executivo cristão norte-americano: “Meu trabalho é minha adoração”.1

Nem todos que evitam a igreja abandonaram sua fé em Cristo ou perderam o desejo de servir a Deus. Muitos deles se filiam a “comunidades alternativas de fé” ou as “novas formas criativas de igreja”, tais como: igrejas domésticas, igrejas corporativas, igrejas online, igrejas células etc.. Investem seus dízimos e ofertas em ministérios “paradenominacionais”, em “missões” ou em “agências missionárias próprias”, tomando as decisões quanto à forma pela qual seu dinheiro deve ser gasto na pregação do Evangelho.

Não creio que as novas formas de igreja substituirão em definitivo a forma de igreja tradicional típica que conhecemos. Ir a igreja aos domingos prestar um culto racional de adoração ao Senhor, ouvir a Palavra de Deus e ter comunhão com os santos, ainda é algo que atrai a maioria dos cristãos, inclusive eu.

Mas de segunda à sexta-feira, o meu trabalho é meu ministério e minha adoração ao Senhor. AVODAH!

1.Laura Nash. Believers in Business, p.64, citado por Peter Wagner em Os cristãos no ambiente de trabalho. Ed. Vida, 2007, p. 137.


"Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza" (Dt 8.18).

No Novo Testamento a palavra “igreja” (eklesia) é usada para os cristãos reunidos nas congregações (At 16.5) e dispersos onde quer que eles se encontrem (At 20.28). Os dons concedidos por Deus à igreja (1Cor 12.28) foram dados para todas as ocasiões, e isso, portanto, inclui o ambiente profissional.

O ofício de “governos” faz parte dessa lista de dons. Em outras traduções são aquelas pessoas “que têm o dom de dirigir” (BLH), “que podem fazer que outros trabalhem juntos” (BV). A Pequena Enciclopédia Bíblica, de Orlando Boyer (1999, p.297), traduz GOVERNO como “autoridade”, “dominação”, “administração superior”. São os líderes eclesiásticos dirigindo as congregações, mas também são os altos executivos cristãos atuando nas corporações empresariais ou governamentais.

No entanto, a autoridade do executivo cristão, muitas vezes, não é reconhecida pela igreja local. Embora o dom de “operador de milagres” tenha a mesma origem e importância que o “dom de governar”, eles são tratados como se um fosse superior ou mais espiritual que o outro.

A palavra que descreve a influência na igreja reunida é “relacionamento” e na igreja dispersa é “respeito”. O pastor recebe autoridade da congregação e dos sistemas eclesiásticos. Os executivos recebem autoridade do sucesso passado e de afiliações atuais com o poder.

O principal objetivo das empresas é o lucro. Aqueles que lucram mais conquistam mais respeito que os outros. “Porque a riqueza carrega consigo influência e autoridade” (Peter Wagner).1

Fundamentando essa verdade, recordo a história de “um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue” (Mt 27.57). A razão para essa deferência num episódio tão conturbado como foi a prisão e morte de Jesus, não era porque José de Arimatéia era mais espiritual que qualquer outro discípulo; isso aconteceu apenas porque ele era rico. O texto destaca essa condição social. A igreja de Cristo é composta de membros pobres e ricos. Cada um com o seu ministério em favor do Reino.

Como você obtém influência? De acordo com Jesus, uma das formas é tornar-se um bom negociante para ter acesso à riqueza (veja Lc 19.11-27). Jesus chama aqueles que não multiplicam o dom de produzir riqueza que lhes foi concedido graciosamente de “meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles”. A sentença é terrível: “trazei-os aqui e executai-os na minha presença” (v 27).

A questão é muito séria. Acredito que quando os executivos cristãos forem reconhecidos pelo que realmente são a igreja estará inaugurando um novo modelo de evangelização que transformará o mundo.

1. Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho, Ed. Vida, 2007, p.150.

"Fostes chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade.” (1Co 7.21)

Até o século XVIII imperou a "Era Escravagista". O século XIX ficou conhecido com a “Era da Servidão”. O século XX passou para a história como a “Era do Emprego”. O século XXI já esta sendo chamado de a “Era do Não-Emprego” ou a “Era do Empreendedorismo”.

Pesquisas apontam que em um futuro próximo apenas 25% da população economicamente ativa conseguirá registro na Carteira de Trabalho. Isso significa que os outros 75% terão que fazer alguma coisa que lhes garanta o pão de cada dia.

No novo mundo do trabalho a tendência geral é o auto-emprego, cada um tendo que gerar seu próprio trabalho. Muitos trabalhadores já vivem essa nova realidade: SER SEU PRÓPRIO PATRÃO.

Sem dúvida alguma, o século XXI trará o fim do conceito de emprego e a relação patrão-empregado. Hoje já existem plenas condições de sucesso para o jovem que optar por ser o agente do seu próprio negócio, patrão de si mesmo.

Aliás, o Empreendedorismo já é a melhor maneira de encontrar as maiores oportunidades no mercado de trabalho.

Quem está partindo na frente, parte com vantagem.

Executivos no Púlpito?

Postado por Roberto Marques,

"Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza" (Dt 8.18).

Quando foi a última vez que um irmão executivo assumiu o púlpito da sua igreja num domingo? Com certeza você se lembra deles fazendo significativas doações para uma construção ou projeto missionário da igreja, mas não como pregador.

Na igreja institucional, dominada pelos clérigos, muitos pastores tem dificuldade em confiar nas pessoas leigas. Elas podem ser pilotos de Boings 747, administrar companhias multinacionais ou ser professores universitários, mas os pastores relutam em ceder-lhes o pulpito da igreja. Um executivo pode ser capaz de liderar importantes reuniões de vendas, motivar dezenas de funcionários sob sua responsabilidade, gerenciar um complexo parque industrial, mas, segundo alguns líderes religiosos, ele não está apto para pregar à igreja. A regra é clara e não deixa dúvidas: é o “pastor quem prega”.

É verdade que os executivos não vão muito à igreja. Portanto, não são vistos como “membro padrão”. A razão é que eles estão lá fora fazendo o que Deus os chamou para fazer – estão produzindo riquezas (Dt 8.18). O calendário da igreja exige tempo e as exigências no mundo dos negócios muitas vezes tornam difícil a participação do executivo na vida cotidiana da igreja.

“Na verdade, da mesma forma que o mundo dos negócios recompensa os workabolics (viciados em trabalho), as instituições religiosas tendem a louvar e recompensar os “churchabolics” (“viciados em igreja”) por seu extremo envolvimento com a igreja.1
De acordo com o pensamento de muitos pastores de igreja, alguém que, em determinado domingo, considerou mais importante ganhar dinheiro (trabalhar) que comparecer ao culto da igreja, deveria ser “disciplinado”, em vez de pregar do púlpito. Por isso, inúmeros cristãos executivos, que se preocupam com o que o pastor pensa deles quando não aparecem na igreja, precisam “marcar presença” à porta da igreja aos domingos.

Os líderes religiosos congregacionais precisam compreender a verdade de que o trabalho de uma pessoa é um ministério tão importante quanto prestar um serviço na igreja. Nenhum trabalho, seja pastoral ou profissional, em si mesmo, é mais espiritual que o outro (Mt 25.40; 1Co 10.31; Cl 3.23).


1. Gregory F. A. Pierce citado por Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. Vida, 2007, p. 159.

Empresários: uma casta espiritual inferior?

Postado por Roberto Marques,

“Aquilo que os cristãos fazem no ambiente de trabalho é uma forma legítima de ministério cristão” (Peter Wagner).

Esse conceito é também a premissa básica do Movimento Fé e Trabalho. Na Bíblia a palavra hebraica para “trabalho” (avodah) tem o mesmo sentido de adoração, ministério ou culto (Gn 29.27; 1Cr 28.21; Ez 44.14).

A palavra grega do NT traduzida por “ministério” é diakonia, que também é utilizada para “serviço”. O termo que os primeiros cristãos escolheram para descrever a sua adoração foi leitourgía, uma palavra que, como a hebraica avodah podia indicar “adoração ritual”, mas também “serviço público”.

Um dos principais obstáculos para compreender que o trabalho pode ser um ministério é a redoma do “ministério de tempo integral”. Essa idéia pressupõe que o objetivo último de cada cristão que deseja agradar totalmente a Deus é abraçar o ministério de tempo integral, seja como pastor, missionário, evangelista ou qualquer outra função “legítima” do ministério.

Assim, abraçar o plano A de Deus é a ordenação ao ministério, isto é, o ministério em tempo integral. Ter um empreendimento ou profissão fora da igreja é algo que tende a ser considerado o plano B de Deus para nossas vidas. Isso deixa uma ferida emocional naqueles que se encontram no mercado de trabalho, pois eles se sentem aprisionados no plano B de Deus. Comerciantes, industriais, agricultores, advogados, médicos, professores, e todos aqueles que não passaram três anos no seminário de teologia sentem-se como uma casta espiritual inferior, sujeitos a críticas e acusações de que “abandonaram seu chamado”, “amam o mundo e não a Jesus”. A pior acusação é que “essas pessoas decidiram não abraçar o ministério”.

A idéia de que o ministério é apenas realizado por teólogos ordenados reflete a distinção mutiladora entre clérigos e leigos. O inimigo tem promovido o desenvolvimento de um sistema de castas dentro do corpo de Cristo – aqueles que são chamados ao “ministério profissional” ou “ministério de tempo integral”: os “clérigos”; e aqueles que não têm esse chamado: os “leigos”.

“Tenho plena convicção de que todos nós que pertencemos ao corpo de Cristo somo chamados para o ‘ministério de tempo integral’. [...] Precisamos de uma terminologia e de um paradigma que trabalhe na eliminação do conceito de 'cidadão de segunda classe' no reino de Deus.” (Rich Marshall citado por Peter Wagner).

Texto baseado no capítulo “Ministros no ambiente de trabalho”, do livro “Os cristãos no ambiente de trabalho”, de Peter Wagner. Vida, 2007, p. 94-109.

Bem-aventurados os empresários

Postado por Roberto Marques,

"Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante o trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Mais bem-aventurado é dar do que receber’ ” (At 20.35).

Precisamos reconhecer que os empresários contribuem decididamente para a manutenção e o avanço da humanidade.

Graças aos heróicos esforços daqueles que produzem alimentos, vestuários, habitações, transportes, tecnologias, remédios, conhecimento, e tudo o mais, é que a humanidade sobrevive e vai para frente.

A humanidade goza de benefícios porque os empresários, em vez de guardarem o dinheiro no banco, o aplicam em novos empreendimentos. Isto gera mais benefício aos outros que a si mesmos.

O empresário bem-sucedido cria empregos, presta serviços e produz bens de consumo. Ele contribui com elevados impostos e para manter o seu padrão de vida consome bens e serviços, gerando mais trabalho e renda.

Precisamos reconhecer: só existe serviço público (e emprego público) porque os empresários arcam com a maior parte da conta. O Imposto de Renda (IR) arrecadado junto aos que produzem a riqueza do país permite ao Governo criar escolas, abrir hospitais, fundar universidades, promover reforma agrária, fomentar a cultura, asfaltar estradas, construir habitações populares, financiar lavouras, investir em pesquisas, subsidiar pequenos negócios... Embora o empregado tenha uma importante parcela de contribuição, não são eles que estão pagando a conta do Governo, pois a grande maioria deles sequer entra na faixa de contribuintes do IR.

Sim, são os empresários que carregam sobre os ombros a responsabilidade maior pela sobrevivência e desenvolvimento da humanidade. Isto à custa da família, da saúde e, muitas vezes, da própria vida.

Por tudo isso, os bons empresários brasileiros, grandes e pequenos, merecem uma bem-aventurança. Isto não é demagogia. Na verdade, são eles verdadeiros benfeitores da humanidade, heróis do mundo.

“Bem-aventurados os bons empresários, porque eles estão acumulando um tesouro no Céu”. É exatamente isso que Jesus quis dizer em Mateus 6. 19-21.

O “lucro invisível” dos empresários

Postado por Roberto Marques,

“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mt 6.19-21).


Muitos empresários que, à custa de grandes esforços e sacrifícios pessoais, geram empregos e produzem a riqueza nacional sentem-se lesados ao terem que carregar um fardo pesado de encargos, impostos, taxas, contribuições. A tudo isso se junta despesas com juros bancários, operadoras de cartão de crédito, água, luz, telefone, salários, contador, segurança...

Com a margem de lucro muito reduzida, fica a sensação que se trabalha mais para os outros que para si mesmo. O que dá margem a sonegação, corrupção e todo tipo de fraude. Mas o empresário precisa compreender que ao agirem legalmente e cumprirem com suas responsabilidades, não estão perdendo ou jogando dinheiro fora. Este é exatamente o seu maior lucro. É o “lucro invisível” que está sendo acumulado no Banco do Céu.

“Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês (Fl 4.17- NVI). “Ofertas” aqui são donativos, dádivas, presentes. A palavra “conta”, do grego Logon, significa “fama, reconhecimento, crédito”. Em outras palavras: “enriqueçam em boas obras” (1Tm 6.18).

Tudo o benefício que o empresário gera pode ser entendido como um crédito debaixo do seu nome no Céu. Toda vez que contribui para alimentar uma pessoa, realizar um sonho, forma um profissional, criar uma tecnologia, produzir um remédio, abrir uma faculdade, incentivar um artista, financiar uma lavoura, subsidiar um negócio, asfaltar uma estrada, ou outro benefício qualquer, estará acumulando créditos em sua conta no Céu.

Que tesouro é esse que Jesus manda ajuntar nos céus? São as bênçãos espirituais de Deus nas nossas vidas. Embora a grande recompensa seja dada no porvir, os benfeitores da humanidade receberão grandes bênçãos ainda nesta vida.

Portanto, amigo empresário, sempre glorifique a Deus quando for pagar salários, encargos, taxas, impostos e contas em geral. Cultive a mentalidade de desprendimento do Reino: "Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão" (Lc 6.38).

Nunca se esqueça: o dinheiro que não é depositado no Céu, é tesouro que a traça e a ferrugem corroem e que ladrões roubam. “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus." (Lc 12.21).

Empresários: benfeitores da humanidade

Postado por Roberto Marques,

Quando analisamos os benefícios que os empresários trazem a todos nós, muitas vezes à custa da própria vida, podemos dizer que eles são os verdadeiros benfeitores da humanidade.

Graças aos esforços heróicos de pequenos e grandes empresários são produzidos bens materiais que alimentam, vestem, educam, transportam, abrigam, divertem e curam bilhões de pessoas em todo o mundo.

Enquanto o operário trabalha as suas oito horas diárias e depois vai para casa ou para o bate papo no bar da esquina, o dono da fábrica trabalha doze, quatorze ou mais horas por dia, para dar conta de seus compromissos com clientes, fornecedores, empregados, governo... Enquanto o empresário está longe da família viajando a negócios, o operário está jogando futebol ou fazendo um churrasco na praia.

Não se pode negar a importância e necessidade dos operários. Mas não nos enganemos porque eles não estão na direção da agricultura, da indústria e do comércio. Não são eles que correm os riscos ou que arcam com os prejuízos.

Sim, o empresário fica com a parte maior dos lucros. Mas se pensarmos bem ele beneficia muito mais pessoas que a si mesmo. Aqueles que impulsionam o progresso e a qualidade de vida de bilhões de pessoas partem para a eternidade sem levar nada, muitas vezes precocemente. É justo, então, que fiquem com a parte do leão e gozem bem a vida aqui (Ec 9.7-9).

Infelizmente, esses bem feitores da humanidade são muitas vezes desprezados pela igreja. Considerados idólatras, pecadores, gananciosos, egoístas e materialistas são esquecidos nos bancos congregacionais com o entimento de que são meros provedores de fundos. Isso os deixam frustrados, vazios e afastados de Deus.

Não podemos nos esquecer que Jesus não viveu no mundo como escravo, servo ou trabalhador assalariado, mas como um proprietário de oficina, um homem de negócios, um empreendedor, provavelmente com muitos empregados, como era o costume da época.

Empresário, DEUS TE AMA. Você é um produtor de riquezas para a humanidade. Um colaborador da Providência. Como haveria empregos se não houvesse empregadores? Portanto, "não negligencie o dom que lhe foi dado" (1Tm 4.14). "Permaneça na vocação em que foi chamado" (1Co 7.20). "Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza" (Dt 8.18).

Empresários: colaboradores da Providência

Postado por Roberto Marques,

Riqueza é bem material. Aquilo que é capaz de satisfazer as necessidades humanas. O valor da riqueza, portanto, é diferente para cada indivíduo.

O que é supérfluo para uma pessoa é necessidade para outra, e vice e versa. Um grande empresário, por exemplo, que tem sob sua responsabilidade centenas de empregados, necessariamente precisará de uma grande quantia de dinheiro para fazer frente à produção, aos impostos e, principalmente, aos salários dos trabalhadores.

Quando Jesus nos ensinou a pedir ao Pai pelo “pão nosso de cada dia” (Mt 6.9, 11), Ele não tinha em mente somente os mais pobres, mas também os mais ricos. É desejo de Jesus que os ricos deste mundo também busquem o Pai para o suprimento de suas necessidades diárias, mesmo que esta seja de milhares de Reais. Afinal, sob sua responsabilidade está a provisão de muitos de Seus filhos amados.

Neste ponto precisamos concordar com teólogo Francisco Fernández-Carvajal (2008) quando ele diz que “O trabalho [...] é a forma como [o homem] colabora com a Providência divina sobre o mundo.”1 O empresário é um colaborador de Deus no sustento de Seus filhos na Terra.

Não podemos nos iludir, os pobres não estão administrando as cidades, as empresas e as instituições. Os pobres não estão gerando influência e nem empregos. Na Parábola das Dez Minas (Lc 19.11-27) o homem rico (Deus) dá uma mina (cerca de 5 mil dólares) a cada um de seus dez servos e faz uma viagem. Quando retorna, um desses servos relata que uma mina rendera dez outras. O mestre diz: “’Muito bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades’”. Do servo que manteve a mesma mina foi dito “’Tirai-lhe amina e dai-a ao que tem as dez’”.

Melhor para o Reino de Deus se os cristãos estivessem ocupando todas as posições de liderança no mundo (Dt 28.13). Mas, infelizmente, não é o que acontece atualmente.

1. http://www.pastoralis.com.br/pastoralis/html/modules/smartsection/item.php?itemid=116

O Dom de Produzir Riqueza

Postado por Roberto Marques,

"Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza." (Dt 8.18)


Paulo, ao mencionar os dons espirituais, escreve a Timóteo: "Não negligencie o dom que lhe foi dado" (1Tm 4.14). No caso de Tomóteo, é mais provável que esse dom fosse o de evangelista (veja 2Tm 4.5).

No mundo dos negócios, entretanto, o dom que precisa ser estimulado na vida de muitos cristãos pode muito bem ser o dom de produzir riqueza. Deuteronômio 8.18 afirma: "Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza".

Da mesma forma que Billy Graham quer que o público saiba quantas pessoas respondem ao seu apelo evangelístico em determinada noite, David Green quer que o público saiba que Hobby Lobby1 vale um bilhão de dólares.

Infelizmente, muitos líderes e pastores julgam o relato de Billy Graham como algo que reflete poder espiritual, ao passo que julgariam o relato de David Green como algo que reflete o orgulho pecaminoso.

Peter Wagner
Os cristãos no ambiente de trabalho. Editora Vida, 2007, p.149.

1. Hobby Lobby é uma cadeia de mais de 386 lojas em 29 estados com sede em Oklahoma City, Oklahoma, EUA, fundada por David Green em 1972.

Jesus, o Empreendedor de Sucesso

Postado por Roberto Marques,


       A imagem que temos da profissão de Jesus é a de um pobre carpinteiro numa pequena oficina de fundo de quintal. Um operário cansado e atribulado lutando pelo pão de cada dia. No entanto, a Bíblia nega essa imagem religiosa tradicional e negativa da profissão de Jesus.
       Primeiro é bom ressaltar que a profissão de Jesus retratada pela tradição religiosa como “carpinteiro” é um equívoco de tradução textual da Bíblia. A palavra “tektõn”, do grego τέκτων, usada para se referir à profissão de Jesus, se aplica tanto à função de carpinteiro quanto às de pedreiro, serralheiro, mestre de obras e construtor. Significa também inventor, projetista e arquiteto (1Co 3.10). Aliás, tektõn é a raiz das atuais palavras “arquiteto”, “técnica” e “tecnologia”. Um tektõn poderia projetar e construir uma máquina, uma carruagem, um navio, uma casa, uma ponte, ou um templo. No Antigo Testamento um tektõn era tratado com muito respeito porque seu trabalho era tido como uma dádiva de Deus (Êx 35.30-33; Cr 24.12). Sempre foi difícil encontrar esses profissionais em Israel, tendo em vista a vocação camponesa dos israelitas, baseada na criação de animais e cultivo da terra (2Sm 5.11). Em tempos de guerra, esses profissionais eram poupados da morte e levados cativos juntamente com os príncipes, ou seja, eram pessoas de grande importância (Jr 24.1).
       Segundo, os proprietários de oficinas podiam empregar até 50 pessoas, como era o caso de algumas tecelagens e empresas de peca (Mc 1.20). Considerando as estruturas de Seu tempo, o mais provável é que Jesus fosse um artesão altamente qualificado, proprietário de oficina, com muitos empregados. A categoria dos artesãos proprietários de oficina se localizava entre os ricos (corte de Herodes, nobreza sacerdotal, grandes comerciantes e proprietários de terra) e os pobres (diaristas, escravos e assistidos). O que eleva o status social de Jesus à classe dos judeus medianamente favorecidos.
       Em terceiro lugar, Jesus como filho de Deus possuía muitos dons e talentos e multiplicou-os fielmente recebendo a recompensa (Mt 25.20, 21). Jesus era um trabalhador autônomo, capaz de exercer com excelência diferentes habilidades profissionais, de acordo com os serviços contratados. Jesus, como perfeito homem, agregava ao seu trabalho alegria e arte, entusiasmo e energia. Estava sempre procurando novos mercados, criando novos produtos e se aperfeiçoando no manejo das ferramentas. Jesus aproveitava todas as horas do dia para trabalhar (Jo 9.4). Jesus era perfeito como profissional, da mesma maneira que era como homem. Jesus era um sucesso em tudo o que fazia.
      Quando algumas pessoas viram Jesus fazendo milagres disseram: “Não é este o carpinteiro...? E escandalizavam-se dele” (Mc 6.3). As pessoas não se escandalizaram da profissão de Jesus, mas porque não era comum um empresário operar milagres. Isso prova que ser um ministro de Deus independe da profissão que cada um exerce.
       De fato, contrariando a tradição religiosa cristã, Jesus não viveu no mundo como “pobre operário”. Tão pouco como escravo, servo ou assalariado. Mas como um trabalhador autônomo, um homem de negócio, um empreendedor. Um profissional que fazia do seu trabalho uma obra de Deus.
       Jesus é perfeito modelo e exemplo como profissional para nós hoje.

*Roberto Marques é educador, escritor e palestrante especialista em Teologia do Trabalho. www.ministeriopescar.com

Fontes:
1. Volnei Inocêncio. Prosperidade, você quer? Rondônia: Gráfica Peniel, s/d, p. 64.
2. Émile Morin. Jesus e as estruturas de seu tempo – 4ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1988, p. 28, 39.
3. Roberto Marques. A lei do sucesso segundo Jesus. São Paulo: Fôlego, 2008, p. 154.
4. Wikipedia. Historical Jesus. http://en.wikipedia.org/wiki/Historical_Jesus. Capturado em Jul/2011.   

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