JESUS é o único bem que você não pode deixar de ter. Mas você não pode pagar para adquiri-Lo, nem trabalhar para obtê-Lo. JESUS é um dom, um presente de DEUS para você. É de graça!
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Co 10.31)1.valerio Albisetti. Trabalhar com o coração. Editora Paulinas, 2006, p.38.
“Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.” (Mt 7.15).
Pesquisas mostram que muitos profissionais e executivos cristãos estão abandonando as igrejas. Essa tendência crescente tanto preocupa quanto empolga os líderes religiosos. Se por um lado, acredita-se que isso pode ameaçar a pregação do Evangelho, por outro, pensa-se ser o tipo de reavivamento esperado pela igreja à séculos.
Mas de segunda à sexta-feira, o meu trabalho é meu ministério e minha adoração ao Senhor. AVODAH!
1.Laura Nash. Believers in Business, p.64, citado por Peter Wagner em Os cristãos no ambiente de trabalho. Ed. Vida, 2007, p. 137.

No Novo Testamento a palavra “igreja” (eklesia) é usada para os cristãos reunidos nas congregações (At 16.5) e dispersos onde quer que eles se encontrem (At 20.28). Os dons concedidos por Deus à igreja (1Cor 12.28) foram dados para todas as ocasiões, e isso, portanto, inclui o ambiente profissional.
O ofício de “governos” faz parte dessa lista de dons. Em outras traduções são aquelas pessoas “que têm o dom de dirigir” (BLH), “que podem fazer que outros trabalhem juntos” (BV). A Pequena Enciclopédia Bíblica, de Orlando Boyer (1999, p.297), traduz GOVERNO como “autoridade”, “dominação”, “administração superior”. São os líderes eclesiásticos dirigindo as congregações, mas também são os altos executivos cristãos atuando nas corporações empresariais ou governamentais.
Fundamentando essa verdade, recordo a história de “um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue” (Mt 27.57). A razão para essa deferência num episódio tão conturbado como foi a prisão e morte de Jesus, não era porque José de Arimatéia era mais espiritual que qualquer outro discípulo; isso aconteceu apenas porque ele era rico. O texto destaca essa condição social. A igreja de Cristo é composta de membros pobres e ricos. Cada um com o seu ministério em favor do Reino.
1. Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho, Ed. Vida, 2007, p.150.
"Fostes chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade.” (1Co 7.21)Até o século XVIII imperou a "Era Escravagista". O século XIX ficou conhecido com a “Era da Servidão”. O século XX passou para a história como a “Era do Emprego”. O século XXI já esta sendo chamado de a “Era do Não-Emprego” ou a “Era do Empreendedorismo”.
Pesquisas apontam que em um futuro próximo apenas 25% da população economicamente ativa conseguirá registro na Carteira de Trabalho. Isso significa que os outros 75% terão que fazer alguma coisa que lhes garanta o pão de cada dia.
No novo mundo do trabalho a tendência geral é o auto-emprego, cada um tendo que gerar seu próprio trabalho. Muitos trabalhadores já vivem essa nova realidade: SER SEU PRÓPRIO PATRÃO.
Sem dúvida alguma, o século XXI trará o fim do conceito de emprego e a relação patrão-empregado. Hoje já existem plenas condições de sucesso para o jovem que optar por ser o agente do seu próprio negócio, patrão de si mesmo.
Aliás, o Empreendedorismo já é a melhor maneira de encontrar as maiores oportunidades no mercado de trabalho.
Quem está partindo na frente, parte com vantagem.
"Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza" (Dt 8.18).Quando foi a última vez que um irmão executivo assumiu o púlpito da sua igreja num domingo? Com certeza você se lembra deles fazendo significativas doações para uma construção ou projeto missionário da igreja, mas não como pregador.
Na igreja institucional, dominada pelos clérigos, muitos pastores tem dificuldade em confiar nas pessoas leigas. Elas podem ser pilotos de Boings 747, administrar companhias multinacionais ou ser professores universitários, mas os pastores relutam em ceder-lhes o pulpito da igreja. Um executivo pode ser capaz de liderar importantes reuniões de vendas, motivar dezenas de funcionários sob sua responsabilidade, gerenciar um complexo parque industrial, mas, segundo alguns líderes religiosos, ele não está apto para pregar à igreja. A regra é clara e não deixa dúvidas: é o “pastor quem prega”.
É verdade que os executivos não vão muito à igreja. Portanto, não são vistos como “membro padrão”. A razão é que eles estão lá fora fazendo o que Deus os chamou para fazer – estão produzindo riquezas (Dt 8.18). O calendário da igreja exige tempo e as exigências no mundo dos negócios muitas vezes tornam difícil a participação do executivo na vida cotidiana da igreja.
“Na verdade, da mesma forma que o mundo dos negócios recompensa os workabolics (viciados em trabalho), as instituições religiosas tendem a louvar e recompensar os “churchabolics” (“viciados em igreja”) por seu extremo envolvimento com a igreja.1
De acordo com o pensamento de muitos pastores de igreja, alguém que, em determinado domingo, considerou mais importante ganhar dinheiro (trabalhar) que comparecer ao culto da igreja, deveria ser “disciplinado”, em vez de pregar do púlpito. Por isso, inúmeros cristãos executivos, que se preocupam com o que o pastor pensa deles quando não aparecem na igreja, precisam “marcar presença” à porta da igreja aos domingos.
“Aquilo que os cristãos fazem no ambiente de trabalho é uma forma legítima de ministério cristão” (Peter Wagner).A palavra grega do NT traduzida por “ministério” é diakonia, que também é utilizada para “serviço”. O termo que os primeiros cristãos escolheram para descrever a sua adoração foi leitourgía, uma palavra que, como a hebraica avodah podia indicar “adoração ritual”, mas também “serviço público”.
Um dos principais obstáculos para compreender que o trabalho pode ser um ministério é a redoma do “ministério de tempo integral”. Essa idéia pressupõe que o objetivo último de cada cristão que deseja agradar totalmente a Deus é abraçar o ministério de tempo integral, seja como pastor, missionário, evangelista ou qualquer outra função “legítima” do ministério.
Assim, abraçar o plano A de Deus é a ordenação ao ministério, isto é, o ministério em tempo integral. Ter um empreendimento ou profissão fora da igreja é algo que tende a ser considerado o plano B de Deus para nossas vidas. Isso deixa uma ferida emocional naqueles que se encontram no mercado de trabalho, pois eles se sentem aprisionados no plano B de Deus. Comerciantes, industriais, agricultores, advogados, médicos, professores, e todos aqueles que não passaram três anos no seminário de teologia sentem-se como uma casta espiritual inferior, sujeitos a críticas e acusações de que “abandonaram seu chamado”, “amam o mundo e não a Jesus”. A pior acusação é que “essas pessoas decidiram não abraçar o ministério”.
A idéia de que o ministério é apenas realizado por teólogos ordenados reflete a distinção mutiladora entre clérigos e leigos. O inimigo tem promovido o desenvolvimento de um sistema de castas dentro do corpo de Cristo – aqueles que são chamados ao “ministério profissional” ou “ministério de tempo integral”: os “clérigos”; e aqueles que não têm esse chamado: os “leigos”.
“Tenho plena convicção de que todos nós que pertencemos ao corpo de Cristo somo chamados para o ‘ministério de tempo integral’. [...] Precisamos de uma terminologia e de um paradigma que trabalhe na eliminação do conceito de 'cidadão de segunda classe' no reino de Deus.” (Rich Marshall citado por Peter Wagner).
Texto baseado no capítulo “Ministros no ambiente de trabalho”, do livro “Os cristãos no ambiente de trabalho”, de Peter Wagner. Vida, 2007, p. 94-109.
“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mt 6.19-21).
Muitos empresários que, à custa de grandes esforços e sacrifícios pessoais, geram empregos e produzem a riqueza nacional sentem-se lesados ao terem que carregar um fardo pesado de encargos, impostos, taxas, contribuições. A tudo isso se junta despesas com juros bancários, operadoras de cartão de crédito, água, luz, telefone, salários, contador, segurança...
“Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês” (Fl 4.17- NVI). “Ofertas” aqui são donativos, dádivas, presentes. A palavra “conta”, do grego Logon, significa “fama, reconhecimento, crédito”. Em outras palavras: “enriqueçam em boas obras” (1Tm 6.18).
Tudo o benefício que o empresário gera pode ser entendido como um crédito debaixo do seu nome no Céu. Toda vez que contribui para alimentar uma pessoa, realizar um sonho, forma um profissional, criar uma tecnologia, produzir um remédio, abrir uma faculdade, incentivar um artista, financiar uma lavoura, subsidiar um negócio, asfaltar uma estrada, ou outro benefício qualquer, estará acumulando créditos em sua conta no Céu.
Que tesouro é esse que Jesus manda ajuntar nos céus? São as bênçãos espirituais de Deus nas nossas vidas. Embora a grande recompensa seja dada no porvir, os benfeitores da humanidade receberão grandes bênçãos ainda nesta vida.
Nunca se esqueça: o dinheiro que não é depositado no Céu, é tesouro que a traça e a ferrugem corroem e que ladrões roubam. “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus." (Lc 12.21).
Quando analisamos os benefícios que os empresários trazem a todos nós, muitas vezes à custa da própria vida, podemos dizer que eles são os verdadeiros benfeitores da humanidade.
Graças aos esforços heróicos de pequenos e grandes empresários são produzidos bens materiais que alimentam, vestem, educam, transportam, abrigam, divertem e curam bilhões de pessoas em todo o mundo.
Enquanto o operário trabalha as suas oito horas diárias e depois vai para casa ou para o bate papo no bar da esquina, o dono da fábrica trabalha doze, quatorze ou mais horas por dia, para dar conta de seus compromissos com clientes, fornecedores, empregados, governo... Enquanto o empresário está longe da família viajando a negócios, o operário está jogando futebol ou fazendo um churrasco na praia.
Não se pode negar a importância e necessidade dos operários. Mas não nos enganemos porque eles não estão na direção da agricultura, da indústria e do comércio. Não são eles que correm os riscos ou que arcam com os prejuízos.
Sim, o empresário fica com a parte maior dos lucros. Mas se pensarmos bem ele beneficia muito mais pessoas que a si mesmo. Aqueles que impulsionam o progresso e a qualidade de vida de bilhões de pessoas partem para a eternidade sem levar nada, muitas vezes precocemente. É justo, então, que fiquem com a parte do leão e gozem bem a vida aqui (Ec 9.7-9).
Infelizmente, esses bem feitores da humanidade são muitas vezes desprezados pela igreja. Considerados idólatras, pecadores, gananciosos, egoístas e materialistas são esquecidos nos bancos congregacionais com o entimento de que são meros provedores de fundos. Isso os deixam frustrados, vazios e afastados de Deus.
Não podemos nos esquecer que Jesus não viveu no mundo como escravo, servo ou trabalhador assalariado, mas como um proprietário de oficina, um homem de negócios, um empreendedor, provavelmente com muitos empregados, como era o costume da época.
Empresário, DEUS TE AMA. Você é um produtor de riquezas para a humanidade. Um colaborador da Providência. Como haveria empregos se não houvesse empregadores? Portanto, "não negligencie o dom que lhe foi dado" (1Tm 4.14). "Permaneça na vocação em que foi chamado" (1Co 7.20). "Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza" (Dt 8.18).
O que é supérfluo para uma pessoa é necessidade para outra, e vice e versa. Um grande empresário, por exemplo, que tem sob sua responsabilidade centenas de empregados, necessariamente precisará de uma grande quantia de dinheiro para fazer frente à produção, aos impostos e, principalmente, aos salários dos trabalhadores.
Quando Jesus nos ensinou a pedir ao Pai pelo “pão nosso de cada dia” (Mt 6.9, 11), Ele não tinha em mente somente os mais pobres, mas também os mais ricos. É desejo de Jesus que os ricos deste mundo também busquem o Pai para o suprimento de suas necessidades diárias, mesmo que esta seja de milhares de Reais. Afinal, sob sua responsabilidade está a provisão de muitos de Seus filhos amados.
Neste ponto precisamos concordar com teólogo Francisco Fernández-Carvajal (2008) quando ele diz que “O trabalho [...] é a forma como [o homem] colabora com a Providência divina sobre o mundo.”1 O empresário é um colaborador de Deus no sustento de Seus filhos na Terra.
Não podemos nos iludir, os pobres não estão administrando as cidades, as empresas e as instituições. Os pobres não estão gerando influência e nem empregos. Na Parábola das Dez Minas (Lc 19.11-27) o homem rico (Deus) dá uma mina (cerca de 5 mil dólares) a cada um de seus dez servos e faz uma viagem. Quando retorna, um desses servos relata que uma mina rendera dez outras. O mestre diz: “’Muito bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades’”. Do servo que manteve a mesma mina foi dito “’Tirai-lhe amina e dai-a ao que tem as dez’”.
Melhor para o Reino de Deus se os cristãos estivessem ocupando todas as posições de liderança no mundo (Dt 28.13). Mas, infelizmente, não é o que acontece atualmente.
1. http://www.pastoralis.com.br/pastoralis/html/modules/smartsection/item.php?itemid=116
"Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza." (Dt 8.18)Paulo, ao mencionar os dons espirituais, escreve a Timóteo: "Não negligencie o dom que lhe foi dado" (1Tm 4.14). No caso de Tomóteo, é mais provável que esse dom fosse o de evangelista (veja 2Tm 4.5).
Infelizmente, muitos líderes e pastores julgam o relato de Billy Graham como algo que reflete poder espiritual, ao passo que julgariam o relato de David Green como algo que reflete o orgulho pecaminoso.
Peter Wagner
Os cristãos no ambiente de trabalho. Editora Vida, 2007, p.149.
















