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Cristo no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

      “Apenas três por cento dos cristãos trabalham nos chamados ministérios profissionais, enquanto os outros 97 por cento estão em outros ambientes, trabalhando para o mercado” (Paul Strand).
      A maioria dos cristãos não acredita que está no ministério e deixam este serviço para os ministros profissionais. Mas esse não é o modelo bíblico. "De uma perspectiva bíblica, não há diferença entre trabalho e ministério. Essas palavras possuem uma mesma raiz" (Brett Johnson).
      Enquanto o pastor dispõe de duas a quatro horas a cada semana para ministrar à sua congregação, na empresa os cristãos podem ministrar àqueles em torno deles quase todos os dias da semana.
      O Ministério no Ambiente de Trabalho representa uma das mais destacadas tendências de crescimento do cristianismo - a percepção de que todos os cristãos são ministros – e o local de trabalho é o seu campo missionário.
     

Conectando Cristo no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

Por Paul Strand*

      Apenas três por cento dos cristãos trabalham nos chamados ministérios profissionais, enquanto os outros 97 por cento estão em outros ambientes, trabalhando para o mercado.
      “A realidade é que a maioria dos cristãos é marginalizada porque não acredita que está no ministério e deixam este serviço para os ministros profissionais. Mas esse não é o modelo bíblico, explica Brett Johnson, autor de Lemon Leadership.
      Johnson tem ajudado cerca de 200 empresas a implantarem ministérios no local de trabalho. Ele disse: "De uma perspectiva bíblica, não há diferença entre trabalho e ministério. Essas palavras possuem uma mesma raiz."
     

Trabalho e Evangelho

Postado por Roberto Marques,

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" (Gl 3.13). 

O Senhor Deus criou o homem e o colocou no jardim no Éden, que havia plantado com Suas próprias mãos. O homem não precisava lavrar a terra, isto é, esforçar-se para adquirir o seu sustento cotidiano. O alimento estava ali, disponível, com fartura, ao alcance das suas mãos (Gn 2.7-9).

No entanto, essa situação de graça foi diretamente atingida pelo pecado. Após a queda, a terra foi amaldiçoada - "maldita é a terra" - e Adão teve que prover o seu sustento e de sua família com o seu próprio esforço e fadiga (Gn 3.17-19). O trabalho deixa de ser algo prazeroso e passa a ser penoso, duro, extenuante.

A boa notícia – o “Evangelho do Trabalho” - é que Jesus veio a terra com o objetivo de libertá-la de toda forma de maldição (Gl 3.13). O sangue de Jesus na cruz nos trousse salvação, mas Ele estava também reconciliando “todas as coisas” (Cls 1.20; cf. 2Co 5.19), e isto inclui a volta do trabalho ao seu sentido original.

Jesus veio como o segundo, ou último Adão (1Co 15.45-47). O primeiro Adão perdeu o domínio sobre a terra; o segundo Adão o recuperou. Em Cristo tudo começou novamente. Agora o poder redentor de Cristo pode ser levado ao nosso trabalho.

Portanto, precisamos reconhecer o Mandato Cultural (Gn 1.28) juntamente com o Mandato Evangelístico (Mt 28.19,20) na missão total da Igreja. Temos que assumir a liderança da terra que Deus deu a Adão no jardim do Éden.

O verdadeiro trabalho é perfeitamente compatível com o cristianismo bíblico. E mais que isso: o mundo do trabalho necessita urgentemente da liderança espiritual do crente. O senhor precisa de crentes que penetrem nos mais diversos setores profissionais vendo-os como o seu campo missionário.

O trabalho em direção a uma transformação social deve ser considerado uma “missão cristã no mundo”. Jesus declarou que quando Ele vier encontrará a Igreja trabalhando (Mt 24.40).

Jesus Cristo, O Grande Mestre

Postado por Roberto Marques,

“Simão respondeu: Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isso, vou lançar as redes. (Lc 5.5)

O ministério de Jesus teve muitos aspectos e áreas de atuação. Ele curou enfermos, julgou casos difíceis, expulsou demônios etc., mas uma de suas principais atividades foi o ensino. Por isso, ele era chamado rabi, mestre.

O mundo do trabalho tem tido grandes mestres, e suas idéias têm aberto os nossos olhos aos vastos campos do conhecimento. No entanto, de tempos em tempos somos surpreendidos com uma nova “tendência”, “receita” ou “segredo” que promete mudar tudo ou um “revolucionário livro” que pretende ser a “bíblia dos negócios do século”. Porém, o tempo passa, novas teorias surgem e as anteriores, tão badaladas, ficam esquecidas numa prateleira qualquer.

Tradicionalmente, a cultura da auto-ajuda cumpre a função básica de servir de “alimento para a alma”. Mas em nome de quem seus mestres fazem isso? Quem disse que as coisas devem ser da maneira que eles dizem que são? Seus ensinos provêm de que fontes? Quem garante que são “sete” os pilares do sucesso e não nove ou quinze? Afinal, com que autoridade os gurus da auto-ajuda se apresentam e falam?

Vivemos a era dos grandes “gurus” e suas lições sobre sucesso. Mentores intelectuais cujas teorias têm, sem dúvida, desafiado o lugar-comum e transformado o mundo do trabalho. Existe, entretanto, Alguém com autoridade superior à deles. Alguém que existia antes deles: Jesus Cristo.

Sobre a autoridade e a preexistência de Cristo, escreveu o apóstolo João: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. (…) Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens. (…) e o mundo foi feito por intermédio dele (...) Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” (Jo 1.1, 9-10, 14).

Assim se expressou o discípulo João, falando dos raros dons de Cristo como mestre: “Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus” (Jo 3.2).

Simão recebeu ensinamento do maior Mestre que este mundo já conheceu. Podemos hoje, como Simão, aprender dAquele que falava como “ninguém jamais falou” (Jo 7.46).

Fonte: Livro “A Lei do Sucesso Segundo Jesus”, de Roberto Marques, Editora Fôlego, SP, 2008, p.104.

A seguir alguns fatos e informações úteis sobre a fé e o movimento de trabalho.

Jesus é o nosso melhor modelo de ministério no local de trabalho. Ele passou mais de 50% de sua vida como profissional em Sua oficina de carpintaria. Das 132 aparições públicas de Jesus, no Novo Testamento, 122 foram em locais de trabalho. Das 52 parábolas de Jesus, 45 tinham um contexto de ambiente de trabalho. Jesus passou sua vida adulta como carpinteiro até 30 anos antes que ele entrou em um ministério de pregação no local de trabalho. Jesus chamou 12 pessoas no local de trabalho, e não o clero, para construir sua igreja. A maior parte do ministério de Jesus e dos apóstolos não foi na sinagoga, mas em ambientes de trabalho.

Dos 40 encontros dos crentes com Deus no livro de Atos, 39 foram no local de trabalho. Mais de 75% dos personagens da Bíblia eram trabalhadores que fizeram o ministério, como parte de seu trabalho. O trabalho em suas diferentes formas é mencionado mais de 800 vezes na Bíblia, mais do que todas as palavras usadas para expressar adoração, música e louvor.

Os Hillman
Diretor The International Coalition of Workplace Ministries (ICWM). http://www.icwm.net/

Jesus, o "Tektõn"

Postado por Roberto Marques,


“Não é este o carpinteiro, filho de Maria...” (Mr 6.3)

Jesus é nosso perfeito modelo em tudo. Sua vida profissional nos ensina três lições importantes sobre sucesso no trabalho:

1ª Lição: Ter Uma Profissão. Jesus desde cedo aprendeu um ofício. A palavra grega “tektõn”, usada para se referir à profissão de Jesus, possui um significado mais amplo e se aplica tanto à função de carpinteiro quanto às de pedreiro e serralheiro ou construtor. Significa também um projetista, um mestre de obras, ou arquiteto. Aliás, tektõn é a raiz da atual palavra “arquiteto”. Um tektõn tinha que possuir habilidades como: artes, física, matemática, acústica, geometria, desenho, geografia... Um tektõn poderia projetar e construir uma máquina, um carro, um navio, uma casa, uma ponte, ou um templo. Jesus era um "Tektõn" (Hb 11.10).

2ª Lição: Ser Seu Próprio Patrão. Jesus não veio ao mundo num lar de escravos, servos ou trabalhadores assalariados. Seu pai José era um próspero proprietário de oficina. Após sua morte, tornou-se Jesus mesmo dono do negócio. Era Jesus quem assalariava os trabalhadores. Jesus era um empresário. Aliás, Deus é muitas vezes retratado na Bíblia como um homem de negócios (Mt 20.1; Mc 12.1; Lc 15.17).

3ª Lição: Depender Totalmente de Deus. Jesus não tinha salário fixo e dependia do seu trabalho cotidiano. Seu sucesso era resultado de milagres diários. Tudo o que colocava nas mãos de Deus, Ele abençoa e fazia multiplicar. Jesus não trabalhava por um mês ou semana, mas “pelo pão de cada dia” (Mt 6.11).

Jesus sabia que Deus é a melhor “Agência de Trabalho” do mundo. Jesus foi um empreendedor de sucesso. Jesus é um modelo e um exemplo para todos os trabalhadores em todos os tempos.

JESUS, o Mestre dos mestres

Postado por Roberto Marques,


“Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra” (Mt 28.18).

O mundo do trabalho tem tido grandes mestres, e suas idéias têm aberto os nossos olhos aos vastos campos do conhecimento.

Vivemos a era dos grandes “gurus” e suas lições sobre sucesso. Mentores intelectuais cujas teorias têm, sem dúvida, desafiado o lugar-comum e transformado o mundo do trabalho. Existe, entretanto, Alguém com e autoridade superior à deles. Alguém que existia antes deles: Jesus Cristo.

Sobre a autoridade e a preexistência de Cristo, escreveu o apóstolo João: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. (…) e o mundo foi feito por intermédio dele (...). Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” (Jo 1.1, 9-10, 14). Jesus não só é a Palavra de Deus como o próprio Deus encarnado.

Jesus ministrou em várias áreas, mas a principal atividade de Jesus foi o ensino. Por isso, ele era chamado rabi, mestre. De Jesus foi dito “que ele (…) ensinava como quem tem autoridade…” (Mt 7.29). Assim se expressou o discípulo João, falando dos raros dons de Cristo como mestre: “Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus” (Jo 3.2).

A Bíblia diz que em Cristo "todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos" (Cl 2.3). O próprio Jesus declarou: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra” (Mt 28.18).

Jesus é o Senhor dos céus, da terra e do mar. Isto ficou evidente na ocasião em que Ele acalmou a fúria do mar e os discípulos perguntaram, referindo-se a Ele: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4.41).

Jesus disse de Si mesmo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14.6). Se Jesus é o caminho, siga-O. Se Ele é a verdade, ouça-O. Se Ele é a vida, busque-O.

Podemos hoje, como o pescador Simão, APRENDER dAquele que falava como “ninguém jamais falou” (Jo 7.46).

Jesus, o Empreendedor de Sucesso

Postado por Roberto Marques,


       A imagem que temos da profissão de Jesus é a de um pobre carpinteiro numa pequena oficina de fundo de quintal. Um operário cansado e atribulado lutando pelo pão de cada dia. No entanto, a Bíblia nega essa imagem religiosa tradicional e negativa da profissão de Jesus.
       Primeiro é bom ressaltar que a profissão de Jesus retratada pela tradição religiosa como “carpinteiro” é um equívoco de tradução textual da Bíblia. A palavra “tektõn”, do grego τέκτων, usada para se referir à profissão de Jesus, se aplica tanto à função de carpinteiro quanto às de pedreiro, serralheiro, mestre de obras e construtor. Significa também inventor, projetista e arquiteto (1Co 3.10). Aliás, tektõn é a raiz das atuais palavras “arquiteto”, “técnica” e “tecnologia”. Um tektõn poderia projetar e construir uma máquina, uma carruagem, um navio, uma casa, uma ponte, ou um templo. No Antigo Testamento um tektõn era tratado com muito respeito porque seu trabalho era tido como uma dádiva de Deus (Êx 35.30-33; Cr 24.12). Sempre foi difícil encontrar esses profissionais em Israel, tendo em vista a vocação camponesa dos israelitas, baseada na criação de animais e cultivo da terra (2Sm 5.11). Em tempos de guerra, esses profissionais eram poupados da morte e levados cativos juntamente com os príncipes, ou seja, eram pessoas de grande importância (Jr 24.1).
       Segundo, os proprietários de oficinas podiam empregar até 50 pessoas, como era o caso de algumas tecelagens e empresas de peca (Mc 1.20). Considerando as estruturas de Seu tempo, o mais provável é que Jesus fosse um artesão altamente qualificado, proprietário de oficina, com muitos empregados. A categoria dos artesãos proprietários de oficina se localizava entre os ricos (corte de Herodes, nobreza sacerdotal, grandes comerciantes e proprietários de terra) e os pobres (diaristas, escravos e assistidos). O que eleva o status social de Jesus à classe dos judeus medianamente favorecidos.
       Em terceiro lugar, Jesus como filho de Deus possuía muitos dons e talentos e multiplicou-os fielmente recebendo a recompensa (Mt 25.20, 21). Jesus era um trabalhador autônomo, capaz de exercer com excelência diferentes habilidades profissionais, de acordo com os serviços contratados. Jesus, como perfeito homem, agregava ao seu trabalho alegria e arte, entusiasmo e energia. Estava sempre procurando novos mercados, criando novos produtos e se aperfeiçoando no manejo das ferramentas. Jesus aproveitava todas as horas do dia para trabalhar (Jo 9.4). Jesus era perfeito como profissional, da mesma maneira que era como homem. Jesus era um sucesso em tudo o que fazia.
      Quando algumas pessoas viram Jesus fazendo milagres disseram: “Não é este o carpinteiro...? E escandalizavam-se dele” (Mc 6.3). As pessoas não se escandalizaram da profissão de Jesus, mas porque não era comum um empresário operar milagres. Isso prova que ser um ministro de Deus independe da profissão que cada um exerce.
       De fato, contrariando a tradição religiosa cristã, Jesus não viveu no mundo como “pobre operário”. Tão pouco como escravo, servo ou assalariado. Mas como um trabalhador autônomo, um homem de negócio, um empreendedor. Um profissional que fazia do seu trabalho uma obra de Deus.
       Jesus é perfeito modelo e exemplo como profissional para nós hoje.

*Roberto Marques é educador, escritor e palestrante especialista em Teologia do Trabalho. www.ministeriopescar.com

Fontes:
1. Volnei Inocêncio. Prosperidade, você quer? Rondônia: Gráfica Peniel, s/d, p. 64.
2. Émile Morin. Jesus e as estruturas de seu tempo – 4ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1988, p. 28, 39.
3. Roberto Marques. A lei do sucesso segundo Jesus. São Paulo: Fôlego, 2008, p. 154.
4. Wikipedia. Historical Jesus. http://en.wikipedia.org/wiki/Historical_Jesus. Capturado em Jul/2011.   

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