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Uma rede de pesca é um conjunto entrelaçado de fios, com aberturas regulares, fixadas por nós, formando uma espécie de tecido aberto para apanhar peixes (Lc 5.4). Recentemente o conceito de “rede” passou também a ser utilizado na área empresarial.
Uma Rede Empresarial consiste de duas ou mais empresas do mesmo ramo de negócio que conectadas entre si compartilham serviços, logística, marca, marketing, processos, aquisição de produtos, treinamento de pessoal e desenvolvimento tecnológico. Redes de farmácias, de supermercados, de escolas, de padarias, de sapatarias etc., são exemplos bem-sucedidos desse sistema.
Todo ser humano gostaria de ter uma vida marcada pela estabilidade, previsibilidade e proteção. Mas a realidade hoje é outra. Segundo José Pastore (2009): “[...] a vida segura está ficando cada vez mais longe. O velho emprego fixo, que a pessoa exercia anos a fio na mesma firma, e nele se aposentava, é quase peça de museu.”
No novo mundo globalizado em que vivemos as leis de proteção ao emprego não valem mais quase nada. A realidade brasileira é um exemplo de que o mercado de trabalho está desamparado. Ninguém mais está seguro em lugar nenhum. Da noite para o dia milhares de trabalhadores são despedidos sumariamente. Para quem tem mais de quarenta anos pode ser o fim do emprego. Quem conseguiu se aposentar terá que viver com um salário que mal dá para os remédios.
Os trabalhadores precisam ser protegidos. Afinal, eles têm família para sustentar, ficam doentes, envelhecem e morrem. Todos deixam viúvas, viúvos, filhas e filhos que precisam de proteção. E de onde virá essa proteção? Com certeza não será de seu patrão ou do Governo, mas de Deus.
Deus é o único que pode sustentar os seres humanos (Hb 1.3), “pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos.” (At 17.28; cf. Sl 36.6; 147.9). Somente em Deus há estabilidade (Ml 3.6) e segurança (Pv 3.26). É de Deus que vem a provisão (Gn 22.14), o socorro (Sl 46.1) e o sucesso (Ne 2.20).
Esse é o grande desafio do trabalhador: trocar a fé na criatura pela fé no Criador (Rm 1.18-25). Nessa trajetória, o seu foco se modifica. Em vez de buscar segurança no homem e em suas instituições, a busca no Senhor.
Para a maioria, “ter um emprego estável” ou “ser um funcionário público” ainda é um ideal de vida profissional. Entretanto, pesquisas mostram que o número de empregos formais diminui a cada dia e as vagas no serviço público estão cada vez mais raras e disputadas. Mais do que isso, o novo mundo do trabalho exige uma nova postura profissional: o empreendedorismo, isto, é, ser patrão de si mesmo.
Aqueles que nasceram e aprenderam a trabalhar no mundo da estabilidade, estão sendo desafiados a viver no mundo sem ela. É uma mudança profunda. Poucos estão fazendo essa travessia.
1. José Pastore. A proteção do trabalho no futuro. http://www.josepastore.com.br/artigos/rt/rt_105.htm. Capturado em: 01/04/2009.
1. José Pastore. A proteção do trabalho no futuro. http://www.josepastore.com.br/artigos/rt/rt_105.htm. Capturado em: 01/04/2009.
“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Jr 17.5).A idolatria cria inúmeros problemas e o principal deles é o afastamento de Deus (Ez 14.4,5).
A partir do momento que a pessoa começa a confiar num ídolo, ela passa a viver para ele e por ele. Com o tempo, a Bíblia vai ficando de lado e não se precisa mais de Deus, porque já existe um emprego que, supostamente, é uma segurança. Isso gera certa independência de Deus; porque o crente já tem o seu ídolo, o seu deus consigo: o emprego – a "estabilidade", o “salário garantido no fim do mês”.
O trabalhador cristão precisa substituir seu culto ao falso deus "Emprego" pela adoração ao verdadeiro Deus Jeová. Tomar a decisão de colocar Deus no centro de sua vida profissional. Não permitir que qualquer coisa criada ocupe o lugar que pertence somente ao Criador. Se afastar de todo trabalho que diminua a importância de Deus em sua vida.
Idolatrar o emprego (coisa comum em nossos dias) é, portanto, além de uma agressão ao bom senso, o descumprimento de um conselho de Jesus (Mt 6.33). Fazer de Deus o primeiro significa deixar de lado idéias, pensamentos e crenças que tirem de Deus a soberania sobre a nossa vida. “Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus” (Sl 96.5).
Infelizmente, muitos cristãos estão idolatrando ídolos de carne e osso e se esquecem de seguir o único que é inabalável e incorruptível: Jesus. O único realmente que pode lhes dar a segurança que precisam (Hb 1.3; At 17.28).
Quando não se busca estabilidade, segurança e proteção diretamente com Deus o resultado é a escravidão (Ex 20.2,3). Quando se concede um lugar de supremacia a algo ou alguém o fim é o desapontamento e a dor (Jr 17.5 ,6).
Mas está Escrito: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano da sequidão não se fadiga, nem deixa de dar frutos.” (jr 17.7,8).
Essa maravilhosa promessa é para você também. Creia.
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1Co 10.31)Existe no meio cristão uma confusão a respeito do termo “Reino de Deus”. Esta é uma das razões pelas quais a igreja resiste a aceitar “a noção de que o povo de Deus no ambiente de trabalho é na verdade uma forma legítima da igreja” (Peter Wagner).
Reino de Deus e igreja não é a mesma coisa. O Reino de Deus não está restrito às paredes de uma igreja local. Ele é mais amplo que isso e abrange todo ambiente onde Deus é honrado e glorificado. O que pode incluir e até excluir muitas congregações religiosas.
Segundo Peter Wagner (2007), o Reino de Deus é algo real, tangível, existe aqui na terra neste exato momento e pode ser encontrado. Assim ele o descreve:
“[...] o Reino de Deus não é simplesmente uma metáfora ou uma figura de linguagem; ele é tangível. Não é algo que estejamos esperando. Ele existe aqui na terra neste exato momento. O reino de Deus deve ser encontrado onde quer que haja indivíduos exaltando Jesus Cristo como seu Rei. Eles reconhecem que Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, e que toda a lealdade e obediência lhes são devidas. [...] O desejo de Deus é que os valores, as bênçãos e a prosperidade do Reino de Deus permeiem todas as áreas da sociedade. Esse era o aspecto mais importante que Jesus tinha em mente quando esteve na terra.“1
“Porque Reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17.21), disse Jesus. A vontade de Deus é que Seu Reino seja tão extenso quanto o tamanho do planeta Terra. Mas isso só será possível quando os cristãos se responsabilizarem por levá-lo onde quer que vivam, trabalhem e congreguem.
Precisamos renovar a nossa mente e não mais pensar no mercado de trabalho como algo que se opõe à espiritualidade. Um grande avivamento acontecerá quando derrubarmos os muros que existem entre Religião e Trabalho.
Sendo assim, entendemos que o objetivo maior da missão da Igreja é a implantação do Reino de Deus na Terra. Uma transformação espiritual e social que ocorre a partir do momento em que não desassociamos a prática religiosa, isto é, a fé, da responsabilidade social.
O Reino de Deus e seus novos valores devem ser manifestos em todos os tipos de relacionamentos humanos, inclusive no profissional. Por causa do seu forte senso de missão, Jesus lutou e morreu na cruz. Ele instruiu os seus seguidores a continuarem a Sua obra de proclamação do Reino (Jo 20.21s).
1. Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. São Paulo: Editora vida, 2007, p.15.
Creio que a maioria dos desvios éticos que ocorrem nas corporações empresariais, não se diferencia dos ocorridos nas corporações eclesiásticas.Acredito que os executivos não enfrentam menos tentações que os pastores. A corrupção nos negócios é um fato tão real quanto na religião. Por outro lado, existem empresários tão honestos quantos muitos pastores.
De uma maneira geral, o cotidiano de empresas e igrejas reflete os efeitos do pecado no mundo, que é o fruto da carne (Gl 5.19,20). Mas o verdadeiro cristianismo se expressa pelo fruto do Espírito que é o “amor, a alegria, a paz, a longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5.22,23). Esses são valores do Reino válidos tanto para as corporações como para as igrejas.
O ministério cristão deve ser feito por 100% dos cristãos. Tanto pelos cristãos que desempenham funções ambiente da igreja (pastores, dirigentes de louvor, professores de escola dominical, diáconos etc.), como pelos cristãos que desempenham funções no ambiente de trabalho (gerentes, supervisores, operários, fazendeiros, jornalistas, etc.).
Portanto, qual a diferença entre um trabalho e um ministério? Nenhuma, quando os dois estão a serviço do Reino de Deus. Segundo Peter Wagner (2007): “Um trabalho torna-se um ministério quando Deus o leva a determinada área de trabalho e você leva a voz e a unção de Deus, bem como os princípios bíblicos, para aquele local enquanto trabalha e ministra.”1
Concluímos, pois, que a ética cristã deve ser plenamente exercida tanto pelos ministros no ambiente congregacional quanto pelos ministros no ambiente profissional. Afinal, a regra áurea “Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21) é uma ordenança que vale para qualquer ambiente onde estiver o cristão.
1.Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. São Paulo: Editora vida, 2007, p.137.
"E, tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens..." (Cl 3.23).O paradigma religioso do “trabalho como um mal necessário” parte do pensamento de que o mundo é inimigo da religião.1 Essa crença, segundo o apóstolo Paulo, é um erro. Porque "tudo" o que fazemos (incluindo o Trabalho), fazemos "como ao Senhor".
O Dualismo Grego
Foi Platão (427 - 347 a.C), sem dúvida, o filósofo grego que mais influenciou a civilização ocidental com o pensamento que chamamos de dualismo, isto é, que o mundo está dividido em duas esferas: uma superior (espiritual) e outra inferior (material). Segundo Platão, o trabalho e as ocupações profissionais estariam localizados na esfera inferior: quanto mais espiritual você for, menos ligado à matéria será. Essa filosofia, concebida milhares de anos antes de Cristo por povos gentios, aperfeiçoada pelos gregos, adotada e promovida pelos monges católicos por toda a Idade Média, contaminou o protestantismo. A idéia de que Religião e Trabalho não se misturam persiste até hoje na igreja de Cristo. Essa é a razão pela qual muitos pastores, até hoje, fazem equivocada separação entre Religião e Trabalho.
A Unidade Hebraica
A visão hebraica (Bíblia) de compreender a vida é bem diferente da grega (Platão). Para os hebreus, o reino espiritual e o reino natural formam um só nível: o Reino de Deus. A vida espiritual e material dos hebreus era inseparável. Conquistas espirituais refletiam em conquistas materiais. Quando iam bem espiritualmente, venciam guerras, faziam grandes colheitas, conquistavam territórios, tinham abundância de tudo. Quando se afastavam de Deus, eram derrotados nas batalhas, perdiam colheitas, enfrentavam secas e pestes e até, escravidão e morte. Enquanto Platão considerava o trabalho algo separado do reino espiritual e inferior a ele, os hebreus consideravam o reino espiritual e o reino natural (incluindo o trabalho) como uma única entidade sob a mão de Deus.
O pensamento monástico de que “a igreja é boa e o mundo é mau” emerge do paradigma grego. Na perspectiva cristã, assim como na hebraica, o nosso trabalho, realizado de segunda a sexta-feira, é uma forma de ministério tão sagrado quanto às atividades realizadas na igreja aos sábados e domingos.
A igreja de Cristo precisa entender que existe apenas uma realidade para os cristãos, e ela é a do Reino de Deus. Precisa atuar no seu ambiente de trabalho com “como ao Senhor” (Cl 3.23).
1. Paradigma (do grego Parádeigma): modelo, padrão a ser seguido. Uma forma de pensar um aspecto da realidade. Uma maneira de entender, de perceber, de agir, a respeito do mundo. Duas pessoas podem chegar a conclusões diferentes sobre um mesmo fato, pela simples razão de possuírem paradigmas diferentes.
Muitos cristãos têm dificuldade para relacionar os trabalhos que normalmente realizam como meio de subsistência, como a obra missionária que Deus lhe deu.
Para muitos crentes "religião e trabalho não se misturam". A Religião atenderia as necessidades espirituais das pessoas enquanto o Trabalho atenderia as necessidades materiais. Religião seria um campo opcional, que permitiria a cada um praticá-la ou não. Trabalho, uma tarefa obrigatória, realizada por todos pela necessidade de sobrevivência, o mínimo possível.
Esse pensamento reflete a visão de que o ambiente de trabalho é “o mundo”, e os cristãos precisam aprender a estar no mundo, sem ser do mundo. “Separe-se do mundo e seja santo”, essa ainda é a pregação de muitos pastores. Tais crenças tornam-se fortaleza na mente de muitos crentes.
A verdade é quie às vezes, somos chamados para servir a Deus em tempo integral nos ministérios da Igreja como fez com Pedro, João, Mateus e Lucas, mas nem sempre isso é necessário. Jesus pode te chamar como profissional no mundo do trabalho como fez, por exemplo, com José de Arimatéia, Cornélio, Lídia, Dorcas, Áquila e Priscila. Não importa se o indivíduo foi chamado para ministrar no ambiente eclesiástico ou profissional, certamente Jesus fará dele um ganhador de almas para o Seu reino.
Jim Dunn (2002) concorda com a conexão entre Religião e Trabalho. Ele escreve:
[...] somos tentados a considerar determinados trabalhos, como cargos na igreja, ensino e assistência médica, como atividades mais importantes do que o trabalho no comércio e na indústria. No entanto, os que são chamados ao local de trabalho devem entender que o chamado que receberam não é menor quando comparado ao de um funcionário da igreja que trabalha período integral ou de um missionário.1
O paradigma do “trabalho como um mal necessário” parte do pensamento de que o mundo é inimigo da religião.2 O trabalho passa a ser encarado por dois extremos: a razão de ser da própria vida dos incrédulos; e coisa sem valor para os crentes. O que, segundo o apóstolo Paulo, é um erro. Porque "tudo" o que fazemos (isso inclui o Trabalho), fazemos "como ao Senhor".
1. Jim Dunn. Guia de sucesso no trabalho. Rio de Janeiro: Danprewan, 2002, p.49.
1. Jim Dunn. Guia de sucesso no trabalho. Rio de Janeiro: Danprewan, 2002, p.49.
2. Paradigma: (do grego Parádeigma) modelo, padrão a ser seguido. Uma forma de pensar um aspecto da realidade. Uma maneira de entender, de perceber, de agir, a respeito do mundo. Duas pessoas podem chegar a conclusões diferentes sobre um mesmo fato, pela simples razão de possuírem paradigmas diferentes.
Ninguém diga: Não posso superar minhas limitações físicas, sociais ou geográficas. Quem chega a esta conclusão, certamente nunca será um vencedor. A impossibilidade está em nossa própria vontade. Se não quisermos não conseguimos.
Todos nós, com maior ou menor intensidade, temos sentimentos de inferioridade. É este um sentimento de desamparo que faz que uma pessoa se sinta incapaz e sem esperança. O que é natural em todo ser humano. Porém, em nove entre dez pessoas esse sentimento de piedade por si mesma assume proporções doentias. Indivíduos supersensíveis, cujas inferioridades bloqueiam o seu caminho para o sucesso.
Muitos por causa de alguma incapacidade física ou social deixam-se dominar por maiores sentimentos de inferioridade do que outros. Não satisfeitos com um empecilho, complicam as coisas ainda mais, adquirindo mais uma aflição – um tipo de invalidez derivada do sentimento de autopiedade. Fazem de sua limitação o único interesse da sua vida. Mergulham dentro de um mundo todo seu, afogado pelo sentimento de amargura e autopiedade.
Por outro lado, existem aqueles que supercompensam os seus empecilhos através de uma dedicação árdua para alcançar o seu ideal na vida. Conhecemos inúmeros exemplos de indivíduos cujas deficiências ou limitações lhes deram impulso para alcançar realizações acima do comum. No esporte, nas artes, na ciência e nas mais variadas áreas de atuação, homens e mulheres brilhantes fazem sucesso, a despeito de suas limitações motoras e origens humildes.
Inspiremos-nos naqueles que conseguiram vencer suas próprias fraquezas e deficiências, chegando a igualarem-se e até mesmo sobrepujar os que a natureza ou a sociedade melhor haviam favorecido.
“E disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? Ou quem o fez mudo, ou surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Ex 4.11).A despeito do que os familiares, as autoridades, as entidades ou empresas possam ou não fazer para promover os direitos da pessoa com deficiência, o Senhor não as deixou órfãos, desamparados, à mercê das injustiças sociais.
Infelizmente, mais que uma deficiência física ou mental, muitos estão paralisados pelo sentimento de autopiedade. Por outro lado, vemos diariamente milhares de pessoas superarem todos os tipos de deficiências conquistando grandes vitórias em todos os ramos de atividade profissional. Indivíduos que apesar das limitações impostas pela natureza alcançaram realizações acima do comum.
No mundo, milhões de portadores de deficiências constantemente nos surpreendem com seu talento, sua criatividade e sua determinação em superar obstáculos dos mais diversos graus e naturezas. Pessoas que, freqüentemente, sobrepujam todos os tipos de limitações e alcançam grandes vitórias. No esporte, na política, na educação, nas artes, na ciência, temos inúmeros exemplos de peesoas com deficiências que venceram desafios e superaram limites. Benfeitores da humanidade que conquistaram reconhecimento e fortuna.
Na área das ciências não podemos deixar de registrar o exemplo do famoso físico britânico Stephhen W. Hawking (1942- ), doutor em Cosmologia que superou as limitações impostas pela cadeira de rodas e conseguiu ocupar a cátedra que foi de Sir Isaac Newton, na Universidade de Cambridge. O internacionalmente conhecido arquiteto Oscar Niemeyer (1907- ), ao completar 100 anos de idade continuava à frente de vários projetos no país e no exterior.
Aqueles que conseguiram vencer suas próprias fraquezas e deficiências, chegando até mesmo sobrepujar os que a natureza ou a sociedade melhor haviam favorecido, são inspiração para todos os seres humanos.
Sigamos o exemplo desses homens e mulheres comuns que se fizeram paradigmas para a humanidade. Se eles conseguiram sobreporem-se a todas as adversidades, também conseguiremos.
O apóstolo Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos – um ancião para os padrões de sua época, quando fez sua última viagem missionária. Ele precisava da assistência integral de um companheiro de viagem por causa de seu problema de visão. Paulo aqui acumulou a limitação da idade avançada com uma deficiência visual. Mas ele não se entregou à invalidez ou pediu aposentadoria.
A aparência pessoal do apóstolo Paulo foi-nos conservada pela tradição como um “homem de pequena estatura, calvo, tendo as pernas tortas, forte, de sobrancelhas cerradas, com o nariz ligeiramente pronunciado e cheio de encanto” (Buckland,1999). Um satírico pagão também fala dele como sendo de “larga fronte e nariz levemente pronunciado”.
Paulo além de fraca aparência e uma idade avançada portava uma deficiência física que ele chamava de “espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear " (2Cr 12.7,8).
Sabemos que todo sofrimento provém do Diabo, mas também “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo encontrou neste infortúnio pessoal a mão bondosa de Deus: “a fim de que não me exalte”. Então, o Senhor responde as orações de Paulo por sua cura: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Cr 12.9).
A resposta de Paulo à vontade de Deus é um consolo para todas as pessoas com deficiência: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. [...] Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (v. 9,10).
A deficiência de um cristão antes de ser uma fraqueza, é na verdade “o poder de Cristo” que o faz ser “forte”.
Não podemos confundir limitação com impossibilidade.
Moisés foi chamado por Deus para libertar o povo de Israel. Em frente à sarça ardente, relutando contra o chamado que Deus lhe fazia, sentindo-se limitado para tão grandiosa tarefa, em um determinado momento ele diz: “Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca, e pesado de língua." Ao que lhe replicou o Senhor: "Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.” (Êxodo 4:10-12).
Deus assumiu a responsabilidade pela deficiência de Moisés. Mas também o sucesso da missão que lhe foi confiada.
O mais interessante é que Deus não vê atraso mental, nem cegueira, nem surdez como uma deficiência que impede a missão da pessoa no mundo. Ele não vê o problema de fala de Moisés como impedimento para que ele fizesse a obra para qual estava sendo chamado. Deus promete não só acompanhá-lo, mas a ensinar o que a sua boca deveria dizer. O sucesso de Moisés na vida não dependia de suas próprias habilidades, mas de Deus que estaria com ele.
Se Deus usou um homem que era pesado de língua e de fala para libertar o povo de Israel da escravidão, fará o mesmo com cada um que se coloque em Suas mãos.
Crê você nisso?
Certa ocasião os discípulos de Jesus se dirigiram a um homem que era cego de nascença e perguntaram: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9.2). Essa costuma ser uma reação comum, pensar que a pessoa com deficiência está sendo punida por algo que ela ou seus pais fizeram. Mas a resposta que os discípulos ouviram foi: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” (v. 3).
Sempre interpretamos o texto acima como se Deus quisesse “ser glorificado através da cura daquele homem e o tinha feito cego para que o mundo pudesse ver que Jesus tinha o poder para curar”. Essa seria uma interpretação equivocada do caráter amoroso de Deus. Prefiro crer que “as obras de Deus” são aquelas que fazemos para melhorar a vida daqueles que sofrem (veja Mt 5.16). É exatamente o que Jesus explica no mesmo texto: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. [...] Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.” (v. 4- 7).
Jesus é muito claro em dizer que “somos nós” que devemos fazer as obras de Deus. É através do “nosso trabalho” que elas são realizadas na terra e o nosso Pai que está nos céus é glorificado diante dos homens. Foi o que Jesus fez, deixando-nos o exemplo. A mistura de saliva com a terra é símbolo do nosso trabalho em benefício dos que sofrem.
Ninguém é completo, perfeito, auto-suficiente. Todo ser humano tem uma deficiência, uma carência, uma limitação. Por isso, precisamos todos uns dos outros. É somente através do trabalho de cada um, voluntário ou remunerado, que podemos fazer as obras de Deus: curar, alimentar, vestir, educar, transportar, entreter etc.
Faça da sua profissão ou negócio uma obra para Deus.
Uma ilustração da graça de Deus é a história bíblica do deficiente físico Mefibosete. Após a morte de seu avô Saul e seu pai Jônatas, em vez de ser morto como era o costume da época, teve todos os bens da família restituídos por Davi, graças a uma aliança que o rei fizera com Jônatas antes da sua posse (1Sm 9.20.12-17). Também quando participamos da Nova Aliança com Deus, mediante o sangue de Jesus, nos tornamos semente de Abraão e herdeiros de todas as promessas feitas a ele (Gn 3.16,29).
Em Cristo não dependemos de nossas qualidades físicas ou financeiras para receber as bênçãos divinas na nossa vida familiar, acadêmica ou profissional. Precisamos compreender que todos nós temos algum tipo de deficiência (mental, física, moral ou social). Ninguém é perfeito e todas as bênçãos chegam até nós somente pela graça, através dos méritos do nosso Senhor Jesus Cristo.
Em Romanos 5.6-8, Paulo nos descreve como seres sem qualquer atrativo, indignos, fracos, incapazes, rebeldes, filhos da desobediência. E é para esse tipo de pessoa que o Senhor oferece Sua maravilhosa graça. Deficientes pela queda, esbofeteados pelo Maligno, somos elevados à condição de pessoas perfeitas, não por nosso merecimento ou qualidades, mas pela maravilhosa graça de Deus.
O próprio apóstolo Paulo tinha uma deficiência. O Senhor responde as orações por cura da seguinte maneira: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Cr 12.9). Paulo encontrou em seu infortúnio pessoal a mão bondosa de Deus. Sua resposta é um consolo para todas as pessoas com deficiência: “De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” (v. 9,10).
A deficiência de um cristão antes de ser uma fraqueza, é na verdade “o poder de Cristo” que o faz ser “forte”.
Receba agora esse poder você também.
“E acontecerá, depois, nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos.” (At 2.17; cf. Jl 2.28). Multidões de trabalhadores estão infelizes, presos a carreiras frustrantes, sem motivação, vivendo e morrendo sem descobrir o que vieram fazer no mundo. Muitos envelhecem pobres e doentes ansiando por uma “aposentadoria” que, longe de ser libertadora, se constitui o início do fim.
O conceito de deixar uma pessoa idosa, porem capaz, “de escanteio” não é bíblico. Enquanto a pessoa é capaz física e mentalmente, não há base bíblica para se aposentar e se tornar improdutiva. A idade avançada não é obstáculo para continuar o trabalho que o Senhor deseja que se realize.
Um estudo feito pela Universidade Harvard que apóia essa perspectiva bíblica. Sete em cada oito homens que se aposentaram aos 65 anos estavam mortos antes dos 75 anos. Apenas um em cada sete homens que continuavam a trabalhar aos 75 anos tinha morrido. A conclusão dessa pesquisa foi que “a probabilidade de alguém viver por 10 anos (ou mais) após uma aposentadoria precoce fica reduzida em seis vezes!”1 Segundo Valério Albisetti, “em estudos mais recentes, notou-se que nos primeiros anos depois da aposentadoria aumenta a porcentagem de infartos e câncer”.2
Muitos desses inativos tentam preencher o tempo ocioso em diversões em viagens. Quase todos, porém, logo cansam de uma coisa e outra, entregando-se, por fim, ao alcoolismo, à jogatina e a degradação moral que levam à ruína espiritual, física e material. Cedo caem no tédio, tornando-se inquietos, irritadiços ou hipocondríacos Perde-se a paz interior e a morte é uma questão de tempo.
Muitas pessoas se aposentam em idade ainda produtiva em busca de uma vida de lazer. Mas em hipótese alguma um ser humano deve condenar-se à completa ociosidade, que é a pior coisa que alguém pode desejar para si.
Trabalhar arduamente e se sacrificar durante anos sob toda sorte de privações, com o pensamento de que “aproveitarão a vida” quando “se aposentarem” é um grave erro.
1. Larry Burkett. Negócios à luz da Bíblia. Pompéia: Universidade da Família, 2006, p. 344.
2. Valerio Albisetti. Trabalhar com o coração e viver bem na empresa. São Pulo: Paulinas, 2006, p. 38.
Passamos a maior parte do tempo envolvidos em nossas atividades profissionais. Se estivermos fazendo o que não gostamos, o trabalho passa a ser uma rotina tediosa e sufocante. Então, o sonho da “aposentadoria” passa a ser a única esperança de libertação de uma vida profissional medíocre e infeliz.
Bíblia registra exemplos de homens e mulheres que, a despeito da idade avançada, fizeram grandes proezas (Js 15.14; Gn 12.1; Ex 5.1; Lc 1.36). Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos quando fez a sua última viagem missionária. Todos os homens de Deus foram produtivos até o último momento de suas vidas.
Portanto, a idade avançada não é desculpa para a ociosidade. A História nos apresenta o testemunho de pessoas que, em idade avançada, realizaram grandes façanhas. O escritor alemão Goethe (1749-1832) acabou de escrever “Fausto”, a mais famosa de suas produções literárias, aos 83 anos, às vésperas da sua morte; Michelangelo (1475-1564), o famoso artista italiano, aos 89 anos ainda continuava produzindo obras de arte; Rockefeller (1839-1937), célebre milionário norte-americano, aos 90 anos continuava na direção de suas empresas; Marechal Rondon (1865-1958), ilustre sertanista brasileiro, morreu aos 92 anos em plena atividade profissional. O internacionalmente conhecido arquiteto Oscar Niemeyer (1907- ), ao completar 100 anos de idade continuava à frente de vários projetos no país e no exterior.
Na Bíblia velhice não é sinônimo de rabugice, desistência, falência, inutilidade, morte. A velhice também é tempo de sonhar (Joel 2.23). O salmista Davi, inspirado por Deus, confirma esta verdade quando diz que “na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes” (Sl 92.14).
É interessante notar que as Escrituras Sagradas não falam em aposentadoria e nem dá exemplo de pessoas que se aposentaram. A única referência à aposentadoria em toda a Bíblia é encontrada em Números 8.25, que apenas “delimita” o tempo de serviço na tenda da congregação: dos 25 aos 50 anos. Quando a idade limite era completada, assumiam outras atividades relacionadas ao tabernáculo, mas não parava de trabalhar.
Não temos nenhum homem de Deus do qual a Bíblia diz: “e aposentou-se Abraão, Moisés, Josué, Calebe, Paulo, depois de muito trabalhar na vida”, passando somente a viver de rendas. Pelo contrário, a Bíblia registra que todos os homens de Deus foram produtivos até o último momento de suas vidas (Js 15.14; Gn 12.1; Ex 5.1; Lc 1.36). Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos quando fez a sua última viagem missionária.
Os homens de negócio, em vez de interromper suas atividades profissionais bruscamente, ao atingirem certa idade, devem diminuir o ritmo de suas ocupações ou o peso de suas responsabilidades, repartindo-as com seus auxiliares ou sucessores, adquirindo, ao mesmo tempo, algum outro interesse que promova um tipo de exercício físico, mantenha a mente ocupada e proporcione o prazer de ser útil.
Os assalariados, ao aposentarem-se, devem encontrar uma ocupação leve, porém proveitosa, que preencha saudavelmente o tempo e, ainda, se necessário, sirva como complemento financeiro ao benefício previdenciário.
Na Bíblia velhice não é sinônimo de rabugice, desistência, falência, inutilidade, morte. A velhice também é tempo de sonhar (Joel 2.23). O salmista Davi, inspirado por Deus, confirma esta verdade quando diz que “na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes” (Sl 92.14).
Segundo a Palavra de Deus, o trabalho é vitalício, dura enquanto durar a vida. Somente a morte põe fim à nossa missão no mundo.
“E entrando [Jesus] num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e assentando-se, ensinava do barco a multidão.” (Lc 5.3)
A fim de escapar à pressão da massa, Jesus entrou no barco de Simão e pediu-lhe que o afastassem um pouco da terra. Daí Jesus podia ser visto e ouvido melhor por todos. O pescador atende ao pedido, e Jesus fala à multidão.
Infelizmente, uma antiga crença religiosa criou na mente de muitos cristãos uma distinção entre trabalho secular e trabalho sagrado, atividades que são consideradas profanas e outras santas. É comum no meio evangélico encontrar pessoas infelizes com o seu emprego, por considerá-lo “secular”, destituído da benção divina, e que sonham em trabalhar na “obra” em tempo integral. Porém, a maioria dessas pessoas se esquece que o trabalho que chamam “profano”, pode ser exatamente o local que o Senhor as quer utilizar.
Muitos agem como se Deus estivesse separado do ambiente de trabalho. Mas Jesus quer “ensinar a multidão” por meio de Sua presença santificadora em nossa vida profissional. Jesus quer ministrar às pessoas através do nosso viver justo e verdadeiro. Existem inúmeras demandas por serviços, processos e produtos onde o filho de Deus pode intervir guiado pelo Espírito Santo. Precisamos ver nossa atividade profissional como um campo missionário, uma obra para a glória de Deus.
Na verdade, quando prestamos qualquer serviço, remunerado ou não, estamos fazendo “como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23). O trabalho faz parte do “tudo” o que fazemos “para a glória de Deus” (1Co 10.31). O próprio Jesus ordenou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5:16). A palavra “boas obras” neste texto no original em grego significa “obras excelentes”.
Ministrar no ambiente de trabalho é uma proposta de glorificação de nosso Pai celeste através de nosso trabalho aqui na Terra.
O Movimento Fé e Trabalho - MFT é um movimento de leigos, iniciado por Jesus, nosso grande modelo e exemplo de ministério no local de trabalho. A maior parte do ministério de Jesus, dos apóstolos e dos crentes da igreja primitiva não foi na sinagoga, mas em ambientes de trabalho. Aliás, mais de 75% dos personagens da Bíblia eram trabalhadores que fizeram o ministério, como parte de seu trabalho. Hoje, o MFT alcançou mais de 134 países. Nos EUA o ponto de partida histórico foi em 1930, em 2005 foram identificados 14 mil organizações buscando integrar a fé e o trabalho, cerca de 288 títulos sobre o tema são publicados anualmente, mais de 10 mil grupos de oração e studo bíblico se reúnem regularmente nos ambientes de trabalho.1
O MFT tem o reconhecimento de importantes ministérios formais e instituições educacionais de excelência, tais como Avodah Institute, Faith in the Workplace, Global Harvest Ministries, International Coalition of Workplace Ministries, e das universidades Princeton University e Harvard University (conheça todos eles aqui). No Brasil, um dos especialistas no assunto é o teólogo Roberto Marques, coordenador do Blog Movimento Fé e Trabalho e presidente-fundador do Ministério Pescar.
O MFT constituiu-se em torno da constatação de que “aquilo que os cristãos fazem no ambiente de trabalho é uma forma legítima de ministério cristão" (Peter C. Wagner). A sua ação aborda o empresário, o executivo, o funcionário e o operário na corporação empresarial, enquanto objetos de transformação pessoal e social.
A idéia do MFT começou com a união de cristãos das mais diferentes denominações evangélicas – protestantes, pentecostais e neopentecostais – que se juntaram com um objetivo comum: pregar o Evangelho de Jesus Cristo. Juntou pessoas que normalmente não se juntam. Reuniu irmãos que não se conheciam. Queremos levar essa idéia para todo o Brasil.
A base do MFT são as igrejas corporativas, constituídas por trabalhadores cristãos das mais diversas denominações, que realizam um encontro mensal. A nível nacional o MFT trabalhamos para a criação de um Conselho Nacional, dirigido por um Coordenador Nacional, eleito por três anos. O Conselho Nacional deverá ser composto pelos coordenadores regionais e reunir-se-á uma vez por ano.
É preocupação do MFT que todas as denominações religiosas estejam integradas para que se possa fomentar a união dos cristãos que trabalham numa mesma corporação empresarial. O objetivo não é o de criar uma nova denominação ou estruturas físicas, mas sim a criação de um canal de suporte informal que interaja com as igrejas formais locais.
A postura inovadora do MFT é ainda a atenção especial dada aos empresários e não só aos empregados, e a criação de um meio favorável – a Igreja Corporativa - para o desenvolvimento de uma ação evangelística e valorizadora das experiências dos crentes em suas comunidades eclesiásticas.
1.Peter Wagner Os cristãos no ambiente de trabalho. São Paulo: Editora Vida, 2007, p.94-103.
Você acha que existe diferença entre trabalho sagrado e trabalho secular?
Postado por
Roberto Marques,
O conceito errôneo de que algumas pessoas fazem trabalho sagrado para Deus enquanto o resto de humanidade faz trabalho secular é muito antigo. No pensamento ocidental esta idéia vinda da filosofia grega sempre ensinou que qualquer trabalho físico deveria ser escolhido pelo próprio homem, que definiria como passar o seu tempo. Os escravos faziam o trabalho servil, enquanto os homens livres gastavam o tempo em coisas da mente: religião ou filosofia. Confúcio, com grande influência na filosofia ocidental, ensinou praticamente a mesma coisa. Esta noção confusa tem atingido a igreja com a conclusão de que “atividades seculares" são tidas como um entrave no que diz respeito ao desenvolvimento espiritual da pessoa.
Aceitar o secular/sagrado, invariavelmente leva os cristãos a serem atingidos pelas demandas de dois mundos. De um lado, você sente a necessidade de se tornar parte de seu trabalho. De outro, as correntes mais comuns dizem que você está desperdiçando seu tempo e que devia estar buscando a Deus. É difícil conviver com o sucesso se você permitir que estas forças dominem seu coração.
Como podemos então pensar seriamente a respeito de Deus se dedicamos a maior parte do tempo, talento, recursos e energia em coisas seculares sobre as quais imaginamos que Ele não tenha nenhum interesse? Dorothy Sayers fez a pergunta deste modo: “Como alguém pode permanecer interessado em religião se não tem nenhuma preocupação desse tipo em relação a nove décimos de seu dia-a-dia?”.
O que a Bíblia ensina? O panorama bíblico não abre espaço para o pensamento dualístico secular-sagrado. Diferentemente dos indiferentes deuses do pensamento antigo, o Deus da Bíblia está ativamente envolvido em Seu mundo. Ele tomou parte na criação. A linguagem bíblica usada para descrever o trabalho divino da criação é física e terrena. “Quando o Senhor Deus fez a Terra e os céus... formou o homem soprando em suas narinas o fôlego da vida, e o homem se tornou um ser vivente. Formou um jardim na parte oriental do Eden e ali põe o homem que Ele formou” (Gênesis 2:4, 7, 8).
O apóstolo Paulo reitera a posição de Deus sobre o local de trabalho. Nos dias de Paulo, a força dos escravos dada as medidas da mão-de-obra. Em lugar de usar expressões como empregado e empregador, como usamos hoje, ele os chamou de escravos e mestres.
- Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis" (Colossenses 3:22-24).
Se você estiver vivendo com um trabalho meio-a-meio secular-sagrado, então você terá que fazer uma escolha: embora mantendo essa atividade você se afastará tanto quanto possível das "coisas mundanas"; ou você esquecerá Deus e seguirá atrás do sucesso, como o mundo define isto. Tentar viver em ambos os mundos pode se tornar algo muito difícil. Não importa qual seja o seu trabalho, Deus pode e o usa quando você age com honra e integridade.
Walt Larimore
Fonte: Trecho do artigo “Empregado por Deus”. Tradução Herci. Capturado em 01/12/2009. Disponível em: http://www.quemtemsedevenha.com.br/empregado_por_deus.htm




















