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Trabalho: mais em alta do que nunca

Postado por Roberto Marques,

O século XX passou para a História como a “Era do Emprego”. O século XXI já está sendo chamado de a “Era do Não-Emprego” ou a “Era do Empreendedorismo”.

Atualmente existem vários negócios especialmente para serem administrados em pequenas propriedades rurais (criações e cultivo em geral), dentro de casa (peques indústrias) e até em presídios (oficinas e fábricas). Variadas são as formas de se atender às necessidades das pessoas: venda direta (catálogos em geral), disk serviços (entregas, consertos), kit solução (recargas, festas), “personals” (ginástica, culinária), “promoters” (organização de eventos), licenciamento de produtos (personagens de cinema, games, quadrinhos), comércio eletrônico (eletro-eletrônicos, livros, roupas), turismo rural (sítios, fazendas), comunidades sustentáveis (produzem para consumo próprio)...

Quem adquire uma Franquia (O Boticário, Yázigi, McDonald’s) passa a explorar um conceito de negócio que já é sucesso. As limitações do Estado e o crescimento da chamada “responsabilidade social as empresa” têm expandido o mercado de trabalho no terceiro setor, as chamadas fundações, ONG’s e OSCIP’S (entidades sem fins lucrativos). A Terceirização de serviços por antigos empregados, que já conhecem a cultura e as necessidades da empresa, também tem ampliado as oportunidades de trabalho. A Empresa Familiar surge como opção de trabalho para integrantes de uma mesma família.

Pessoas com objetivos comuns devem se unir em associações ou cooperativas. Empresas podem se organizar e operar em redes, pólos, consócios e choppings explorando marcas coletivas, compartilhando informações, mantendo escritórios e oficinas coletivas, entre outros. A fusão ou divisão de empresas pode reduzir custos e torná-las mais competitivas.

Por meio de parcerias ou alianças estratégicas, um profissional pode aumentar sua capacidade de intervenção no mercado. Quando duas ou mais pessoas trabalham juntas, usam o potencial de uma e da outra para alcançar maiores resultados (Ec 4.9).

Concluo dizendo o seguinte: o trabalho não desapareceu, está mais em alta do que nunca.

O Fim do Emprego

Postado por Roberto Marques,

A estabilidade do emprego fixo acabou, é coisa do passado. O cenário no mundo do trabalho nos apresenta uma nova realidade: o fim do emprego formal.

Segundo Tom Peters, celebrado escritor e guru do mundo dos negócios: “Não existem mais empregos para a vida inteira. Empregos estáveis em grandes empresas são coisa (sic) do passado. A carreira média das pessoas provavelmente abarcará duas ou três ‘ocupações’ e meia dúzia de empregadores. A maioria de nós passará longos períodos da carreira realizando algum tipo de trabalho autônomo. Resultado líquido: estamos por nossa conta, pessoal. Isso não é teoria. Já é uma REALIDADE.”1

Se por um lado o emprego é “coisa do passado”, por outro surgem novos modos de trabalhar: por projetos, por produtividade, por comissão, contrato temporário, consultoria, facção, freelancer, diarista etc. Já se reconhece nessas novas formas de trabalhar oportunidades de geração de renda e melhoria da qualidade de vida. Muita gente já descobriu esse novo caminho: viver sem patrão.

Ricardo Neves, consultor de empresas e escritor, afirma: “Provavelmente, os jovens do meio do século XXI estarão mais confortáveis num mundo onde o emprego, da forma como o entendemos, restará apenas de forma marginal.”2

Concluímos o seguinte: no século XXI não há desemprego, o que há é o fim do emprego formal; o trabalho não desaparecerá, estará mais em alta do que nunca. Quem partir na frente, partirá com vantagem.

1. Tom Peters. Faça diferente. Revista VOCÊ S/A. São Paulo, Editora Abril, Ed. 65, p. 37, Nov. 2003.
2. Ricardo Neves. Apertem os cérebros, o emprego sumiu. Revista ÉPOCA. São Paulo, Editora Globo, Ed. 496, p. 76, Nov. 2007 - grifo nosso.

O Futuro do Trabalho

Postado por Roberto Marques,

"Não vos inquieteis pois pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo." (Mt 6.34)


Primeiro a Reengenharia (fazer mais com menos), depois a Globalização (abertura de fronteiras internacionais) e agora as Inovações Tecnológicas (informática e robotização), responsáveis pelo avanço na sociedade, têm sido os vilões do grande enxugamento dos postos de trabalho e, por conseguinte, pelos grandes índices de desemprego estrutural.

Segundo estimativas, em um futuro próximo apenas 25% da população economicamente ativa conseguirá registro na carteira de trabalho. Isso significa que os 75% da população economicamente ativa restante deverá trabalhar como autônomos e oferecendo algum produto ou serviço à sociedade para, em troca, garantir seu sustento.

No novo mundo do trabalho, a tendência geral é o auto-emprego, isto é, cada um tendo que gerar seu próprio trabalho, ser agente do seu próprio negócio, patrão de si mesmo.

José Pastore (2002), sociólogo e professor da USP especialista em relações do trabalho e desenvolvimento institucional, afirma que “O mercado de trabalho foi dividido em dois mundos: o do emprego, com carteira assinada, e o do trabalho. O segundo está em alta. Você que é jovem, entenda que, no mundo moderno, o emprego formal não é a única maneira de ganhar a vida nem será a mais abundante daqui para a frente.”1

No novo mundo o trabalhador será empregado em algumas ocasiões e trabalhador autônomo na maioria das vezes. O seu salário poderá ser formado de uma parte fixa e outra variável, conforme os resultados do negócio ou, ainda, comissionado, isto é, todo o seu salário dependerá do que foi produzido ou vendido.

Isso não significa obstáculo, incapacidade ou fracasso pessoal – o trabalho no novo mundo será assim mesmo.

1. José Pastore. O futuro do emprego. Revista VEJA Especial, Editora Abril, São Paulo, Nº 1, (parte integrante da Veja - Ano 33 – Nº 43), p. 92, 2000.

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