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"Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (Fp 4.13)

Ninguém diga: Não posso superar minhas limitações físicas, sociais ou geográficas. Quem chega a esta conclusão, certamente nunca será um vencedor. A impossibilidade está em nossa própria vontade. Se não quisermos não conseguimos.

Todos nós, com maior ou menor intensidade, temos sentimentos de inferioridade. É este um sentimento de desamparo que faz que uma pessoa se sinta incapaz e sem esperança. O que é natural em todo ser humano. Porém, em nove entre dez pessoas esse sentimento de piedade por si mesma assume proporções doentias. Indivíduos supersensíveis, cujas inferioridades bloqueiam o seu caminho para o sucesso.

Muitos por causa de alguma incapacidade física ou social deixam-se dominar por maiores sentimentos de inferioridade do que outros. Não satisfeitos com um empecilho, complicam as coisas ainda mais, adquirindo mais uma aflição – um tipo de invalidez derivada do sentimento de autopiedade. Fazem de sua limitação o único interesse da sua vida. Mergulham dentro de um mundo todo seu, afogado pelo sentimento de amargura e autopiedade.

Por outro lado, existem aqueles que supercompensam os seus empecilhos através de uma dedicação árdua para alcançar o seu ideal na vida. Conhecemos inúmeros exemplos de indivíduos cujas deficiências ou limitações lhes deram impulso para alcançar realizações acima do comum. No esporte, nas artes, na ciência e nas mais variadas áreas de atuação, homens e mulheres brilhantes fazem sucesso, a despeito de suas limitações motoras e origens humildes.

Inspiremos-nos naqueles que conseguiram vencer suas próprias fraquezas e deficiências, chegando a igualarem-se e até mesmo sobrepujar os que a natureza ou a sociedade melhor haviam favorecido.

Trabalho e Pessoa com Deficiência

Postado por Roberto Marques,

“E disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? Ou quem o fez mudo, ou surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Ex 4.11).

A despeito do que os familiares, as autoridades, as entidades ou empresas possam ou não fazer para promover os direitos da pessoa com deficiência, o Senhor não as deixou órfãos, desamparados, à mercê das injustiças sociais.

Infelizmente, mais que uma deficiência física ou mental, muitos estão paralisados pelo sentimento de autopiedade. Por outro lado, vemos diariamente milhares de pessoas superarem todos os tipos de deficiências conquistando grandes vitórias em todos os ramos de atividade profissional. Indivíduos que apesar das limitações impostas pela natureza alcançaram realizações acima do comum.

No mundo, milhões de portadores de deficiências constantemente nos surpreendem com seu talento, sua criatividade e sua determinação em superar obstáculos dos mais diversos graus e naturezas. Pessoas que, freqüentemente, sobrepujam todos os tipos de limitações e alcançam grandes vitórias. No esporte, na política, na educação, nas artes, na ciência, temos inúmeros exemplos de peesoas com deficiências que venceram desafios e superaram limites. Benfeitores da humanidade que conquistaram reconhecimento e fortuna.

Na área das ciências não podemos deixar de registrar o exemplo do famoso físico britânico Stephhen W. Hawking (1942- ), doutor em Cosmologia que superou as limitações impostas pela cadeira de rodas e conseguiu ocupar a cátedra que foi de Sir Isaac Newton, na Universidade de Cambridge. O internacionalmente conhecido arquiteto Oscar Niemeyer (1907- ), ao completar 100 anos de idade continuava à frente de vários projetos no país e no exterior.

Aqueles que conseguiram vencer suas próprias fraquezas e deficiências, chegando até mesmo sobrepujar os que a natureza ou a sociedade melhor haviam favorecido, são inspiração para todos os seres humanos.

Sigamos o exemplo desses homens e mulheres comuns que se fizeram paradigmas para a humanidade. Se eles conseguiram sobreporem-se a todas as adversidades, também conseguiremos.

“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Cr 12.9).

O apóstolo Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos – um ancião para os padrões de sua época, quando fez sua última viagem missionária. Ele precisava da assistência integral de um companheiro de viagem por causa de seu problema de visão. Paulo aqui acumulou a limitação da idade avançada com uma deficiência visual. Mas ele não se entregou à invalidez ou pediu aposentadoria.

A aparência pessoal do apóstolo Paulo foi-nos conservada pela tradição como um “homem de pequena estatura, calvo, tendo as pernas tortas, forte, de sobrancelhas cerradas, com o nariz ligeiramente pronunciado e cheio de encanto” (Buckland,1999). Um satírico pagão também fala dele como sendo de “larga fronte e nariz levemente pronunciado”.

Paulo além de fraca aparência e uma idade avançada portava uma deficiência física que ele chamava de “espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear " (2Cr 12.7,8).

Sabemos que todo sofrimento provém do Diabo, mas também “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo encontrou neste infortúnio pessoal a mão bondosa de Deus: “a fim de que não me exalte”. Então, o Senhor responde as orações de Paulo por sua cura: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Cr 12.9).

A resposta de Paulo à vontade de Deus é um consolo para todas as pessoas com deficiência: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. [...] Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (v. 9,10).

A deficiência de um cristão antes de ser uma fraqueza, é na verdade “o poder de Cristo” que o faz ser “forte”.

Pessoa com Deficiência: o exemplo de Moisés

Postado por Roberto Marques,

"Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.” (Ex 4.10-12)

Não podemos confundir limitação com impossibilidade.

Moisés foi chamado por Deus para libertar o povo de Israel. Em frente à sarça ardente, relutando contra o chamado que Deus lhe fazia, sentindo-se limitado para tão grandiosa tarefa, em um determinado momento ele diz: “Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca, e pesado de língua." Ao que lhe replicou o Senhor: "Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.” (Êxodo 4:10-12).

Deus assumiu a responsabilidade pela deficiência de Moisés. Mas também o sucesso da missão que lhe foi confiada.

O mais interessante é que Deus não vê atraso mental, nem cegueira, nem surdez como uma deficiência que impede a missão da pessoa no mundo. Ele não vê o problema de fala de Moisés como impedimento para que ele fizesse a obra para qual estava sendo chamado. Deus promete não só acompanhá-lo, mas a ensinar o que a sua boca deveria dizer. O sucesso de Moisés na vida não dependia de suas próprias habilidades, mas de Deus que estaria com ele.

Se Deus usou um homem que era pesado de língua e de fala para libertar o povo de Israel da escravidão, fará o mesmo com cada um que se coloque em Suas mãos.

Crê você nisso?

Pessoa com Deficiência e a Obra de Deus

Postado por Roberto Marques,

“Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” (Jo 9.2,3)

Certa ocasião os discípulos de Jesus se dirigiram a um homem que era cego de nascença e perguntaram: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9.2). Essa costuma ser uma reação comum, pensar que a pessoa com deficiência está sendo punida por algo que ela ou seus pais fizeram. Mas a resposta que os discípulos ouviram foi: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” (v. 3).

Sempre interpretamos o texto acima como se Deus quisesse “ser glorificado através da cura daquele homem e o tinha feito cego para que o mundo pudesse ver que Jesus tinha o poder para curar”. Essa seria uma interpretação equivocada do caráter amoroso de Deus. Prefiro crer que “as obras de Deus” são aquelas que fazemos para melhorar a vida daqueles que sofrem (veja Mt 5.16). É exatamente o que Jesus explica no mesmo texto: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. [...] Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.” (v. 4- 7).

Jesus é muito claro em dizer que “somos nós” que devemos fazer as obras de Deus. É através do “nosso trabalho” que elas são realizadas na terra e o nosso Pai que está nos céus é glorificado diante dos homens. Foi o que Jesus fez, deixando-nos o exemplo. A mistura de saliva com a terra é símbolo do nosso trabalho em benefício dos que sofrem.

Ninguém é completo, perfeito, auto-suficiente. Todo ser humano tem uma deficiência, uma carência, uma limitação. Por isso, precisamos todos uns dos outros. É somente através do trabalho de cada um, voluntário ou remunerado, que podemos fazer as obras de Deus: curar, alimentar, vestir, educar, transportar, entreter etc.

Faça da sua profissão ou negócio uma obra para Deus.

“E acontecerá, depois, nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos.” (At 2.17; cf. Jl 2.28).

Multidões de trabalhadores estão infelizes, presos a carreiras frustrantes, sem motivação, vivendo e morrendo sem descobrir o que vieram fazer no mundo. Muitos envelhecem pobres e doentes ansiando por uma “aposentadoria” que, longe de ser libertadora, se constitui o início do fim.

O conceito de deixar uma pessoa idosa, porem capaz, “de escanteio” não é bíblico. Enquanto a pessoa é capaz física e mentalmente, não há base bíblica para se aposentar e se tornar improdutiva. A idade avançada não é obstáculo para continuar o trabalho que o Senhor deseja que se realize.

Um estudo feito pela Universidade Harvard que apóia essa perspectiva bíblica. Sete em cada oito homens que se aposentaram aos 65 anos estavam mortos antes dos 75 anos. Apenas um em cada sete homens que continuavam a trabalhar aos 75 anos tinha morrido. A conclusão dessa pesquisa foi que “a probabilidade de alguém viver por 10 anos (ou mais) após uma aposentadoria precoce fica reduzida em seis vezes!”1 Segundo Valério Albisetti, “em estudos mais recentes, notou-se que nos primeiros anos depois da aposentadoria aumenta a porcentagem de infartos e câncer”.2

Muitos desses inativos tentam preencher o tempo ocioso em diversões em viagens. Quase todos, porém, logo cansam de uma coisa e outra, entregando-se, por fim, ao alcoolismo, à jogatina e a degradação moral que levam à ruína espiritual, física e material. Cedo caem no tédio, tornando-se inquietos, irritadiços ou hipocondríacos Perde-se a paz interior e a morte é uma questão de tempo.

Muitas pessoas se aposentam em idade ainda produtiva em busca de uma vida de lazer. Mas em hipótese alguma um ser humano deve condenar-se à completa ociosidade, que é a pior coisa que alguém pode desejar para si.

Trabalhar arduamente e se sacrificar durante anos sob toda sorte de privações, com o pensamento de que “aproveitarão a vida” quando “se aposentarem” é um grave erro.

1. Larry Burkett. Negócios à luz da Bíblia. Pompéia: Universidade da Família, 2006, p. 344.
2. Valerio Albisetti. Trabalhar com o coração e viver bem na empresa. São Pulo: Paulinas, 2006, p. 38.

Aposentadoria: o trabalho é vitalício

Postado por Roberto Marques,

“No suor do rosto comerás o teu pão, até que torneis à terra,...” (Gn 3.19).

É interessante notar que as Escrituras Sagradas não falam em aposentadoria e nem dá exemplo de pessoas que se aposentaram. A única referência à aposentadoria em toda a Bíblia é encontrada em Números 8.25, que apenas “delimita” o tempo de serviço na tenda da congregação: dos 25 aos 50 anos. Quando a idade limite era completada, assumiam outras atividades relacionadas ao tabernáculo, mas não parava de trabalhar.

Não temos nenhum homem de Deus do qual a Bíblia diz: “e aposentou-se Abraão, Moisés, Josué, Calebe, Paulo, depois de muito trabalhar na vida”, passando somente a viver de rendas. Pelo contrário, a Bíblia registra que todos os homens de Deus foram produtivos até o último momento de suas vidas (Js 15.14; Gn 12.1; Ex 5.1; Lc 1.36). Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos quando fez a sua última viagem missionária.

Os homens de negócio, em vez de interromper suas atividades profissionais bruscamente, ao atingirem certa idade, devem diminuir o ritmo de suas ocupações ou o peso de suas responsabilidades, repartindo-as com seus auxiliares ou sucessores, adquirindo, ao mesmo tempo, algum outro interesse que promova um tipo de exercício físico, mantenha a mente ocupada e proporcione o prazer de ser útil.

Os assalariados, ao aposentarem-se, devem encontrar uma ocupação leve, porém proveitosa, que preencha saudavelmente o tempo e, ainda, se necessário, sirva como complemento financeiro ao benefício previdenciário.

Na Bíblia velhice não é sinônimo de rabugice, desistência, falência, inutilidade, morte. A velhice também é tempo de sonhar (Joel 2.23). O salmista Davi, inspirado por Deus, confirma esta verdade quando diz que “na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes” (Sl 92.14).

Segundo a Palavra de Deus, o trabalho é vitalício, dura enquanto durar a vida. Somente a morte põe fim à nossa missão no mundo.

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