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Trabalho e Idolatria

Postado por Roberto Marques,

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro." (Mt 6.24)

A idolatria não se trata apenas do culto a imagens ou coisas. Ídolo é tudo aquilo em que depositamos grande confiança. Segundo Roosevelt Silveira (2009): “É possível idolatrar-se um emprego [...], o que faz com que Deus perca a primazia.”1 A isso podemos chamar de EMPREGOLATRIA, ou seja, o culto ao emprego.

Se o trabalhador deposita sua segurança e estabilidade no seu "patrão" ou na "estabilidade do seu emprego", é idolatria. Quando depositamos toda a nossa confiança numa “carteira assinada” ou num “concurso público”, que em essência são bons vínculos de trabalho, eles passam a rivalizar com Deus, nos tornamos idólatras (Mt 6.24; Fp 3.19; Rm 16.18). O “emprego estável” pode ser corretamente visto como uma espécie de "idolatria dominante na cidade" (Atos 17.16).

Quando não se busca estabilidade, segurança e proteção diretamente em Deus o resultado é a escravidão (Ex 20.2,3). Quando se concede um lugar de supremacia a algo ou alguém o fim é o desapontamento e a dor (Jr 17.5).

Deus é o único que pode sustentar os seres humanos (Hb 1.3) “... pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, ...” (At 17.28; cf. Sl 36.6; 147.9). Somente em Deus há estabilidade (Ml 3.6) e segurança (Pv 3.26). É de Deus que vem a provisão (Gn 22.14), o socorro (Sl 46.1) e o sucesso (Ne 2.20). Deus é o único que realmente pode dar ao trabalhador a segurança de que precisa.

Em várias passagens do Evangelho, Jesus critica a excessiva solicitude para com as coisas temporais (Mt 6.25), em particular com o trabalho, dando, com a sua divina autoridade, a segurança de que se os trabalhadores buscarem a Deus em primeiro lugar “tudo” lhes será dado por acréscimo (Mt 6.33).


1. Roosevelt Silveira. Idolatria. http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=118&menu=2& submenu=9. Capturado em: 01/04/2009.

Trabalho e Reino de Deus

Postado por Roberto Marques,

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1Co 10.31)

Existe no meio cristão uma confusão a respeito do termo “Reino de Deus”. Esta é uma das razões pelas quais a igreja resiste a aceitar “a noção de que o povo de Deus no ambiente de trabalho é na verdade uma forma legítima da igreja” (Peter Wagner).

Reino de Deus e igreja não é a mesma coisa. O Reino de Deus não está restrito às paredes de uma igreja local. Ele é mais amplo que isso e abrange todo ambiente onde Deus é honrado e glorificado. O que pode incluir e até excluir muitas congregações religiosas.

Segundo Peter Wagner (2007), o Reino de Deus é algo real, tangível, existe aqui na terra neste exato momento e pode ser encontrado. Assim ele o descreve:
“[...] o Reino de Deus não é simplesmente uma metáfora ou uma figura de linguagem; ele é tangível. Não é algo que estejamos esperando. Ele existe aqui na terra neste exato momento. O reino de Deus deve ser encontrado onde quer que haja indivíduos exaltando Jesus Cristo como seu Rei. Eles reconhecem que Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, e que toda a lealdade e obediência lhes são devidas. [...] O desejo de Deus é que os valores, as bênçãos e a prosperidade do Reino de Deus permeiem todas as áreas da sociedade. Esse era o aspecto mais importante que Jesus tinha em mente quando esteve na terra.“1

“Porque Reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17.21), disse Jesus. A vontade de Deus é que Seu Reino seja tão extenso quanto o tamanho do planeta Terra. Mas isso só será possível quando os cristãos se responsabilizarem por levá-lo onde quer que vivam, trabalhem e congreguem.

Precisamos renovar a nossa mente e não mais pensar no mercado de trabalho como algo que se opõe à espiritualidade. Um grande avivamento acontecerá quando derrubarmos os muros que existem entre Religião e Trabalho.

Sendo assim, entendemos que o objetivo maior da missão da Igreja é a implantação do Reino de Deus na Terra. Uma transformação espiritual e social que ocorre a partir do momento em que não desassociamos a prática religiosa, isto é, a fé, da responsabilidade social.

O Reino de Deus e seus novos valores devem ser manifestos em todos os tipos de relacionamentos humanos, inclusive no profissional. Por causa do seu forte senso de missão, Jesus lutou e morreu na cruz. Ele instruiu os seus seguidores a continuarem a Sua obra de proclamação do Reino (Jo 20.21s).

1. Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. São Paulo: Editora vida, 2007, p.15.

Trabalho e Ética

Postado por Roberto Marques,

Creio que a maioria dos desvios éticos que ocorrem nas corporações empresariais, não se diferencia dos ocorridos nas corporações eclesiásticas.

Acredito que os executivos não enfrentam menos tentações que os pastores. A corrupção nos negócios é um fato tão real quanto na religião. Por outro lado, existem empresários tão honestos quantos muitos pastores.

De uma maneira geral, o cotidiano de empresas e igrejas reflete os efeitos do pecado no mundo, que é o fruto da carne (Gl 5.19,20). Mas o verdadeiro cristianismo se expressa pelo fruto do Espírito que é o “amor, a alegria, a paz, a longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5.22,23). Esses são valores do Reino válidos tanto para as corporações como para as igrejas.

O ministério cristão deve ser feito por 100% dos cristãos. Tanto pelos cristãos que desempenham funções ambiente da igreja (pastores, dirigentes de louvor, professores de escola dominical, diáconos etc.), como pelos cristãos que desempenham funções no ambiente de trabalho (gerentes, supervisores, operários, fazendeiros, jornalistas, etc.).

Portanto, qual a diferença entre um trabalho e um ministério? Nenhuma, quando os dois estão a serviço do Reino de Deus. Segundo Peter Wagner (2007): “Um trabalho torna-se um ministério quando Deus o leva a determinada área de trabalho e você leva a voz e a unção de Deus, bem como os princípios bíblicos, para aquele local enquanto trabalha e ministra.”1

Concluímos, pois, que a ética cristã deve ser plenamente exercida tanto pelos ministros no ambiente congregacional quanto pelos ministros no ambiente profissional. Afinal, a regra áurea “Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21) é uma ordenança que vale para qualquer ambiente onde estiver o cristão.

1.Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. São Paulo: Editora vida, 2007, p.137.

"E, tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens..." (Cl 3.23).

O paradigma religioso do “trabalho como um mal necessário” parte do pensamento de que o mundo é inimigo da religião.1 Essa crença, segundo o apóstolo Paulo, é um erro. Porque "tudo" o que fazemos (incluindo o Trabalho), fazemos "como ao Senhor".

O Dualismo Grego
Foi Platão (427 - 347 a.C), sem dúvida, o filósofo grego que mais influenciou a civilização ocidental com o pensamento que chamamos de dualismo, isto é, que o mundo está dividido em duas esferas: uma superior (espiritual) e outra inferior (material). Segundo Platão, o trabalho e as ocupações profissionais estariam localizados na esfera inferior: quanto mais espiritual você for, menos ligado à matéria será. Essa filosofia, concebida milhares de anos antes de Cristo por povos gentios, aperfeiçoada pelos gregos, adotada e promovida pelos monges católicos por toda a Idade Média, contaminou o protestantismo. A idéia de que Religião e Trabalho não se misturam persiste até hoje na igreja de Cristo. Essa é a razão pela qual muitos pastores, até hoje, fazem equivocada separação entre Religião e Trabalho.

A Unidade Hebraica
A visão hebraica (Bíblia) de compreender a vida é bem diferente da grega (Platão). Para os hebreus, o reino espiritual e o reino natural formam um só nível: o Reino de Deus. A vida espiritual e material dos hebreus era inseparável. Conquistas espirituais refletiam em conquistas materiais. Quando iam bem espiritualmente, venciam guerras, faziam grandes colheitas, conquistavam territórios, tinham abundância de tudo. Quando se afastavam de Deus, eram derrotados nas batalhas, perdiam colheitas, enfrentavam secas e pestes e até, escravidão e morte. Enquanto Platão considerava o trabalho algo separado do reino espiritual e inferior a ele, os hebreus consideravam o reino espiritual e o reino natural (incluindo o trabalho) como uma única entidade sob a mão de Deus.

O pensamento monástico de que “a igreja é boa e o mundo é mau” emerge do paradigma grego. Na perspectiva cristã, assim como na hebraica, o nosso trabalho, realizado de segunda a sexta-feira, é uma forma de ministério tão sagrado quanto às atividades realizadas na igreja aos sábados e domingos.

A igreja de Cristo precisa entender que existe apenas uma realidade para os cristãos, e ela é a do Reino de Deus. Precisa atuar no seu ambiente de trabalho com “como ao Senhor” (Cl 3.23).


1. Paradigma (do grego Parádeigma): modelo, padrão a ser seguido. Uma forma de pensar um aspecto da realidade. Uma maneira de entender, de perceber, de agir, a respeito do mundo. Duas pessoas podem chegar a conclusões diferentes sobre um mesmo fato, pela simples razão de possuírem paradigmas diferentes.

Paradigma sobre Trabalho e Religião

Postado por Roberto Marques,

"E, tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens..." (Cl 3.23).

Muitos cristãos têm dificuldade para relacionar os trabalhos que normalmente realizam como meio de subsistência, como a obra missionária que Deus lhe deu.

Para muitos crentes "religião e trabalho não se misturam". A Religião atenderia as necessidades espirituais das pessoas enquanto o Trabalho atenderia as necessidades materiais. Religião seria um campo opcional, que permitiria a cada um praticá-la ou não. Trabalho, uma tarefa obrigatória, realizada por todos pela necessidade de sobrevivência, o mínimo possível.

Esse pensamento reflete a visão de que o ambiente de trabalho é “o mundo”, e os cristãos precisam aprender a estar no mundo, sem ser do mundo. “Separe-se do mundo e seja santo”, essa ainda é a pregação de muitos pastores. Tais crenças tornam-se fortaleza na mente de muitos crentes.

A verdade é quie às vezes, somos chamados para servir a Deus em tempo integral nos ministérios da Igreja como fez com Pedro, João, Mateus e Lucas, mas nem sempre isso é necessário. Jesus pode te chamar como profissional no mundo do trabalho como fez, por exemplo, com José de Arimatéia, Cornélio, Lídia, Dorcas, Áquila e Priscila. Não importa se o indivíduo foi chamado para ministrar no ambiente eclesiástico ou profissional, certamente Jesus fará dele um ganhador de almas para o Seu reino.

Jim Dunn (2002) concorda com a conexão entre Religião e Trabalho. Ele escreve:
[...] somos tentados a considerar determinados trabalhos, como cargos na igreja, ensino e assistência médica, como atividades mais importantes do que o trabalho no comércio e na indústria. No entanto, os que são chamados ao local de trabalho devem entender que o chamado que receberam não é menor quando comparado ao de um funcionário da igreja que trabalha período integral ou de um missionário.1

O paradigma do “trabalho como um mal necessário” parte do pensamento de que o mundo é inimigo da religião.2 O trabalho passa a ser encarado por dois extremos: a razão de ser da própria vida dos incrédulos; e coisa sem valor para os crentes. O que, segundo o apóstolo Paulo, é um erro. Porque "tudo" o que fazemos (isso inclui o Trabalho), fazemos "como ao Senhor".

1. Jim Dunn. Guia de sucesso no trabalho. Rio de Janeiro: Danprewan, 2002, p.49.
2Paradigma: (do grego Parádeigma) modelo, padrão a ser seguido. Uma forma de pensar um aspecto da realidade. Uma maneira de entender, de perceber, de agir, a respeito do mundo. Duas pessoas podem chegar a conclusões diferentes sobre um mesmo fato, pela simples razão de possuírem paradigmas diferentes.

“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Cr 12.9).

O apóstolo Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos – um ancião para os padrões de sua época, quando fez sua última viagem missionária. Ele precisava da assistência integral de um companheiro de viagem por causa de seu problema de visão. Paulo aqui acumulou a limitação da idade avançada com uma deficiência visual. Mas ele não se entregou à invalidez ou pediu aposentadoria.

A aparência pessoal do apóstolo Paulo foi-nos conservada pela tradição como um “homem de pequena estatura, calvo, tendo as pernas tortas, forte, de sobrancelhas cerradas, com o nariz ligeiramente pronunciado e cheio de encanto” (Buckland,1999). Um satírico pagão também fala dele como sendo de “larga fronte e nariz levemente pronunciado”.

Paulo além de fraca aparência e uma idade avançada portava uma deficiência física que ele chamava de “espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear " (2Cr 12.7,8).

Sabemos que todo sofrimento provém do Diabo, mas também “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo encontrou neste infortúnio pessoal a mão bondosa de Deus: “a fim de que não me exalte”. Então, o Senhor responde as orações de Paulo por sua cura: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Cr 12.9).

A resposta de Paulo à vontade de Deus é um consolo para todas as pessoas com deficiência: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. [...] Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (v. 9,10).

A deficiência de um cristão antes de ser uma fraqueza, é na verdade “o poder de Cristo” que o faz ser “forte”.

Pessoa com Deficiência: o exemplo de Moisés

Postado por Roberto Marques,

"Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.” (Ex 4.10-12)

Não podemos confundir limitação com impossibilidade.

Moisés foi chamado por Deus para libertar o povo de Israel. Em frente à sarça ardente, relutando contra o chamado que Deus lhe fazia, sentindo-se limitado para tão grandiosa tarefa, em um determinado momento ele diz: “Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca, e pesado de língua." Ao que lhe replicou o Senhor: "Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.” (Êxodo 4:10-12).

Deus assumiu a responsabilidade pela deficiência de Moisés. Mas também o sucesso da missão que lhe foi confiada.

O mais interessante é que Deus não vê atraso mental, nem cegueira, nem surdez como uma deficiência que impede a missão da pessoa no mundo. Ele não vê o problema de fala de Moisés como impedimento para que ele fizesse a obra para qual estava sendo chamado. Deus promete não só acompanhá-lo, mas a ensinar o que a sua boca deveria dizer. O sucesso de Moisés na vida não dependia de suas próprias habilidades, mas de Deus que estaria com ele.

Se Deus usou um homem que era pesado de língua e de fala para libertar o povo de Israel da escravidão, fará o mesmo com cada um que se coloque em Suas mãos.

Crê você nisso?

Pessoa com Deficiência e a Obra de Deus

Postado por Roberto Marques,

“Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” (Jo 9.2,3)

Certa ocasião os discípulos de Jesus se dirigiram a um homem que era cego de nascença e perguntaram: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9.2). Essa costuma ser uma reação comum, pensar que a pessoa com deficiência está sendo punida por algo que ela ou seus pais fizeram. Mas a resposta que os discípulos ouviram foi: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” (v. 3).

Sempre interpretamos o texto acima como se Deus quisesse “ser glorificado através da cura daquele homem e o tinha feito cego para que o mundo pudesse ver que Jesus tinha o poder para curar”. Essa seria uma interpretação equivocada do caráter amoroso de Deus. Prefiro crer que “as obras de Deus” são aquelas que fazemos para melhorar a vida daqueles que sofrem (veja Mt 5.16). É exatamente o que Jesus explica no mesmo texto: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. [...] Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.” (v. 4- 7).

Jesus é muito claro em dizer que “somos nós” que devemos fazer as obras de Deus. É através do “nosso trabalho” que elas são realizadas na terra e o nosso Pai que está nos céus é glorificado diante dos homens. Foi o que Jesus fez, deixando-nos o exemplo. A mistura de saliva com a terra é símbolo do nosso trabalho em benefício dos que sofrem.

Ninguém é completo, perfeito, auto-suficiente. Todo ser humano tem uma deficiência, uma carência, uma limitação. Por isso, precisamos todos uns dos outros. É somente através do trabalho de cada um, voluntário ou remunerado, que podemos fazer as obras de Deus: curar, alimentar, vestir, educar, transportar, entreter etc.

Faça da sua profissão ou negócio uma obra para Deus.

“E acontecerá, depois, nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos.” (At 2.17; cf. Jl 2.28).

Multidões de trabalhadores estão infelizes, presos a carreiras frustrantes, sem motivação, vivendo e morrendo sem descobrir o que vieram fazer no mundo. Muitos envelhecem pobres e doentes ansiando por uma “aposentadoria” que, longe de ser libertadora, se constitui o início do fim.

O conceito de deixar uma pessoa idosa, porem capaz, “de escanteio” não é bíblico. Enquanto a pessoa é capaz física e mentalmente, não há base bíblica para se aposentar e se tornar improdutiva. A idade avançada não é obstáculo para continuar o trabalho que o Senhor deseja que se realize.

Um estudo feito pela Universidade Harvard que apóia essa perspectiva bíblica. Sete em cada oito homens que se aposentaram aos 65 anos estavam mortos antes dos 75 anos. Apenas um em cada sete homens que continuavam a trabalhar aos 75 anos tinha morrido. A conclusão dessa pesquisa foi que “a probabilidade de alguém viver por 10 anos (ou mais) após uma aposentadoria precoce fica reduzida em seis vezes!”1 Segundo Valério Albisetti, “em estudos mais recentes, notou-se que nos primeiros anos depois da aposentadoria aumenta a porcentagem de infartos e câncer”.2

Muitos desses inativos tentam preencher o tempo ocioso em diversões em viagens. Quase todos, porém, logo cansam de uma coisa e outra, entregando-se, por fim, ao alcoolismo, à jogatina e a degradação moral que levam à ruína espiritual, física e material. Cedo caem no tédio, tornando-se inquietos, irritadiços ou hipocondríacos Perde-se a paz interior e a morte é uma questão de tempo.

Muitas pessoas se aposentam em idade ainda produtiva em busca de uma vida de lazer. Mas em hipótese alguma um ser humano deve condenar-se à completa ociosidade, que é a pior coisa que alguém pode desejar para si.

Trabalhar arduamente e se sacrificar durante anos sob toda sorte de privações, com o pensamento de que “aproveitarão a vida” quando “se aposentarem” é um grave erro.

1. Larry Burkett. Negócios à luz da Bíblia. Pompéia: Universidade da Família, 2006, p. 344.
2. Valerio Albisetti. Trabalhar com o coração e viver bem na empresa. São Pulo: Paulinas, 2006, p. 38.

“Na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes” (Sl 92.14).

Passamos a maior parte do tempo envolvidos em nossas atividades profissionais. Se estivermos fazendo o que não gostamos, o trabalho passa a ser uma rotina tediosa e sufocante. Então, o sonho da “aposentadoria” passa a ser a única esperança de libertação de uma vida profissional medíocre e infeliz.

Bíblia registra exemplos de homens e mulheres que, a despeito da idade avançada, fizeram grandes proezas (Js 15.14; Gn 12.1; Ex 5.1; Lc 1.36). Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos quando fez a sua última viagem missionária. Todos os homens de Deus foram produtivos até o último momento de suas vidas.

Portanto, a idade avançada não é desculpa para a ociosidade. A História nos apresenta o testemunho de pessoas que, em idade avançada, realizaram grandes façanhas. O escritor alemão Goethe (1749-1832) acabou de escrever “Fausto”, a mais famosa de suas produções literárias, aos 83 anos, às vésperas da sua morte; Michelangelo (1475-1564), o famoso artista italiano, aos 89 anos ainda continuava produzindo obras de arte; Rockefeller (1839-1937), célebre milionário norte-americano, aos 90 anos continuava na direção de suas empresas; Marechal Rondon (1865-1958), ilustre sertanista brasileiro, morreu aos 92 anos em plena atividade profissional. O internacionalmente conhecido arquiteto Oscar Niemeyer (1907- ), ao completar 100 anos de idade continuava à frente de vários projetos no país e no exterior.

Na Bíblia velhice não é sinônimo de rabugice, desistência, falência, inutilidade, morte. A velhice também é tempo de sonhar (Joel 2.23). O salmista Davi, inspirado por Deus, confirma esta verdade quando diz que “na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes” (Sl 92.14).

Aposentadoria: o trabalho é vitalício

Postado por Roberto Marques,

“No suor do rosto comerás o teu pão, até que torneis à terra,...” (Gn 3.19).

É interessante notar que as Escrituras Sagradas não falam em aposentadoria e nem dá exemplo de pessoas que se aposentaram. A única referência à aposentadoria em toda a Bíblia é encontrada em Números 8.25, que apenas “delimita” o tempo de serviço na tenda da congregação: dos 25 aos 50 anos. Quando a idade limite era completada, assumiam outras atividades relacionadas ao tabernáculo, mas não parava de trabalhar.

Não temos nenhum homem de Deus do qual a Bíblia diz: “e aposentou-se Abraão, Moisés, Josué, Calebe, Paulo, depois de muito trabalhar na vida”, passando somente a viver de rendas. Pelo contrário, a Bíblia registra que todos os homens de Deus foram produtivos até o último momento de suas vidas (Js 15.14; Gn 12.1; Ex 5.1; Lc 1.36). Paulo provavelmente estava com mais de 60 anos quando fez a sua última viagem missionária.

Os homens de negócio, em vez de interromper suas atividades profissionais bruscamente, ao atingirem certa idade, devem diminuir o ritmo de suas ocupações ou o peso de suas responsabilidades, repartindo-as com seus auxiliares ou sucessores, adquirindo, ao mesmo tempo, algum outro interesse que promova um tipo de exercício físico, mantenha a mente ocupada e proporcione o prazer de ser útil.

Os assalariados, ao aposentarem-se, devem encontrar uma ocupação leve, porém proveitosa, que preencha saudavelmente o tempo e, ainda, se necessário, sirva como complemento financeiro ao benefício previdenciário.

Na Bíblia velhice não é sinônimo de rabugice, desistência, falência, inutilidade, morte. A velhice também é tempo de sonhar (Joel 2.23). O salmista Davi, inspirado por Deus, confirma esta verdade quando diz que “na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes” (Sl 92.14).

Segundo a Palavra de Deus, o trabalho é vitalício, dura enquanto durar a vida. Somente a morte põe fim à nossa missão no mundo.

Sua profissão é seu púlpito

Postado por Roberto Marques,

“E entrando [Jesus] num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e assentando-se, ensinava do barco a multidão.” (Lc 5.3)

A fim de escapar à pressão da massa, Jesus entrou no barco de Simão e pediu-lhe que o afastassem um pouco da terra. Daí Jesus podia ser visto e ouvido melhor por todos. O pescador atende ao pedido, e Jesus fala à multidão.

Infelizmente, uma antiga crença religiosa criou na mente de muitos cristãos uma distinção entre trabalho secular e trabalho sagrado, atividades que são consideradas profanas e outras santas. É comum no meio evangélico encontrar pessoas infelizes com o seu emprego, por considerá-lo “secular”, destituído da benção divina, e que sonham em trabalhar na “obra” em tempo integral. Porém, a maioria dessas pessoas se esquece que o trabalho que chamam “profano”, pode ser exatamente o local que o Senhor as quer utilizar.

Muitos agem como se Deus estivesse separado do ambiente de trabalho. Mas Jesus quer “ensinar a multidão” por meio de Sua presença santificadora em nossa vida profissional. Jesus quer ministrar às pessoas através do nosso viver justo e verdadeiro. Existem inúmeras demandas por serviços, processos e produtos onde o filho de Deus pode intervir guiado pelo Espírito Santo. Precisamos ver nossa atividade profissional como um campo missionário, uma obra para a glória de Deus.

Na verdade, quando prestamos qualquer serviço, remunerado ou não, estamos fazendo “como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23). O trabalho faz parte do “tudo” o que fazemos “para a glória de Deus” (1Co 10.31). O próprio Jesus ordenou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5:16). A palavra “boas obras” neste texto no original em grego significa “obras excelentes”.

Ministrar no ambiente de trabalho é uma proposta de glorificação de nosso Pai celeste através de nosso trabalho aqui na Terra.

Movimento Fé e Trabalho - MFT

Postado por Roberto Marques,

O Movimento Fé e Trabalho - MFT é um movimento de leigosiniciado por Jesus, nosso grande modelo e exemplo de ministério no local de trabalho. A maior parte do ministério de Jesus, dos apóstolos e dos crentes da igreja primitiva não foi na sinagoga, mas em ambientes de trabalho. Aliás, mais de 75% dos personagens da Bíblia eram trabalhadores que fizeram o ministério, como parte de seu trabalho.

Hoje, o MFT alcançou mais de 134 países. Nos EUA o ponto de partida histórico foi em 1930, em 2005 foram identificados 14 mil organizações buscando integrar a fé e o trabalho, cerca de 288 títulos sobre o tema são publicados anualmente, mais de 10 mil grupos de oração e studo bíblico se reúnem regularmente nos ambientes de trabalho.1

MFT tem o reconhecimento de importantes ministérios formais e instituições educacionais de excelência, tais como Avodah Institute, Faith in the Workplace, Global Harvest Ministries, International Coalition of Workplace Ministries, e das universidades Princeton University e Harvard University (conheça todos eles aqui). No Brasil, um dos especialistas no assunto é o teólogo Roberto Marques, coordenador do Blog Movimento Fé e Trabalho e presidente-fundador do Ministério Pescar.

O MFT constituiu-se em torno da constatação de que “aquilo que os cristãos fazem no ambiente de trabalho é uma forma legítima de ministério cristão" (Peter C. Wagner). A sua ação aborda o empresário, o executivo, o funcionário e o operário na corporação empresarial, enquanto objetos de transformação pessoal e social.

A idéia do MFT começou com a união de cristãos das mais diferentes denominações evangélicas – protestantes, pentecostais e neopentecostais – que se juntaram com um objetivo comum: pregar o Evangelho de Jesus Cristo. Juntou pessoas que normalmente não se juntam. Reuniu irmãos que não se conheciam. Queremos levar essa idéia para todo o Brasil.

A base do MFT são as igrejas corporativas, constituídas por trabalhadores cristãos das mais diversas denominações, que realizam um encontro mensal. A nível nacional o MFT trabalhamos para a criação de um Conselho Nacional, dirigido por um Coordenador Nacional, eleito por três anos. O Conselho Nacional deverá ser composto pelos coordenadores regionais e reunir-se-á uma vez por ano.

É preocupação do MFT que todas as denominações religiosas estejam integradas para que se possa fomentar a união dos cristãos que trabalham numa mesma corporação empresarial. O objetivo não é o de criar uma nova denominação ou estruturas físicas, mas sim a criação de um canal de suporte informal que interaja com as igrejas formais locais.

A postura inovadora do MFT é ainda a atenção especial dada aos empresários e não só aos empregados, e a criação de um meio favorável – a Igreja Corporativa - para o desenvolvimento de uma ação evangelística e valorizadora das experiências dos crentes em suas comunidades eclesiásticas.

1.Peter Wagner Os cristãos no ambiente de trabalho. São Paulo: Editora Vida, 2007, p.94-103.

O conceito errôneo de que algumas pessoas fazem trabalho sagrado para Deus enquanto o resto de humanidade faz trabalho secular é muito antigo. No pensamento ocidental esta idéia vinda da filosofia grega sempre ensinou que qualquer trabalho físico deveria ser escolhido pelo próprio homem, que definiria como passar o seu tempo. Os escravos faziam o trabalho servil, enquanto os homens livres gastavam o tempo em coisas da mente: religião ou filosofia.

Confúcio, com grande influência na filosofia ocidental, ensinou praticamente a mesma coisa. Esta noção confusa tem atingido a igreja com a conclusão de que “atividades seculares" são tidas como um entrave no que diz respeito ao desenvolvimento espiritual da pessoa.

Aceitar o secular/sagrado, invariavelmente leva os cristãos a serem atingidos pelas demandas de dois mundos. De um lado, você sente a necessidade de se tornar parte de seu trabalho. De outro, as correntes mais comuns dizem que você está desperdiçando seu tempo e que devia estar buscando a Deus. É difícil conviver com o sucesso se você permitir que estas forças dominem seu coração.

Como podemos então pensar seriamente a respeito de Deus se dedicamos a maior parte do tempo, talento, recursos e energia em coisas seculares sobre as quais imaginamos que Ele não tenha nenhum interesse? Dorothy Sayers fez a pergunta deste modo: “Como alguém pode permanecer interessado em religião se não tem nenhuma preocupação desse tipo em relação a nove décimos de seu dia-a-dia?”.

O que a Bíblia ensina? O panorama bíblico não abre espaço para o pensamento dualístico secular-sagrado. Diferentemente dos indiferentes deuses do pensamento antigo, o Deus da Bíblia está ativamente envolvido em Seu mundo. Ele tomou parte na criação. A linguagem bíblica usada para descrever o trabalho divino da criação é física e terrena. “Quando o Senhor Deus fez a Terra e os céus... formou o homem soprando em suas narinas o fôlego da vida, e o homem se tornou um ser vivente. Formou um jardim na parte oriental do Eden e ali põe o homem que Ele formou” (Gênesis 2:4, 7, 8).

O apóstolo Paulo reitera a posição de Deus sobre o local de trabalho. Nos dias de Paulo, a força dos escravos dada as medidas da mão-de-obra. Em lugar de usar expressões como empregado e empregador, como usamos hoje, ele os chamou de escravos e mestres.

- Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis" (Colossenses 3:22-24).

Se você estiver vivendo com um trabalho meio-a-meio secular-sagrado, então você terá que fazer uma escolha: embora mantendo essa atividade você se afastará tanto quanto possível das "coisas mundanas"; ou você esquecerá Deus e seguirá atrás do sucesso, como o mundo define isto. Tentar viver em ambos os mundos pode se tornar algo muito difícil. Não importa qual seja o seu trabalho, Deus pode e o usa quando você age com honra e integridade.

Walt Larimore

Fonte: Trecho do artigo “Empregado por Deus”. Tradução Herci. Capturado em 01/12/2009. Disponível em: http://www.quemtemsedevenha.com.br/empregado_por_deus.htm

Deus no local de trabalho

Postado por Roberto Marques,

"E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens" (Colossenses 3:23).

"Podemos transformar um trabalho ordinário em uma missão extraordinária se percebermos que Deus nos colocou em nosso trabalho como uma oportunidade para influenciar outros para Seu reino” - diz Ike Reighard, encarregado do Banco Hipotecário de Atlanta, que trabalhou também como pastor. Ele acredita que nós esquecemos nosso chamado porque misturamos nossos projetos com os de Deus.

Número 1: somos chamados por alguém: Deus. Número 2: somos chamados para fazer algo, e isto é a razão de sermos abençoados. Número 3: somos chamados para algum lugar. A verdade é que temos a propensão de tratar desses assuntos com negligência. Interessamo-nos mais em "para onde" somos chamados do que "por quem somos chamados". Se você fizer isto, então vai começar a pensar: "O único lugar em que posso desenvolver um ministério é na igreja, trabalhando em tempo integral". Mas não é bem assim.

Se os cristãos pensassem assim, então o ambiente dos nossos locais de trabalho mudaria. Nós respeitaríamos nossos colegas de trabalho, vendo-os com os olhos de Deus. No final das contas, diz Reighard, nós nos tornaremos líderes dos nossos empregados - como Cristo disse que devemos ser.

“Os cristãos devem perceber que somos todos chamados, embora nem todo cristão receba o manto do ministério”.

Walt Larimore

Fonte: Trecho do artigo “Empregado por Deus”. Tradução Herci. Capturado em 01/12/2009. Disponível em: http://www.quemtemsedevenha.com.br/empregado_por_deus.htm

Profissão: servindo a Deus em tempo integral

Postado por Roberto Marques,

Temos, antes de mais nada, de ter o entendimento que não existe para o cristão uma opção secular em suas atividades. Ou ele está fazendo tudo para a glória de Deus ou então não está entendendo essa dimensão do Reino de Deus (I Co 10.31).

Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Daniel apenas para citar alguns dos mais importantes, percebemos que essa separação entre o que era secular e o que era espiritual inexistia. Todas as coisas, toda a visão de mundo era totalizante, não fragmentada. Foi no nosso mundo ocidental com o surgimento das profissões especializadas onde essa caixinha chamada de mundo secular apareceu mais fortemente. Aí começamos a separar e a dissecar as coisas em mundo espiritual e mundo secular. Deus não vê as coisas assim. Ou Ele está em tudo o que somos e fazemos ou não está. Ou Ele marca a nossa vida cristã ou nós ainda não entendemos o alcance dessa vida e as implicações que ela tem sobre nós.

O grande resgate desse tipo de ministério foi com John Wesley e com os avivamentos do séculos XVIII onde a necessidade de se consolidar as conversões e de se construir igrejas sólidas, bíblicas e missionárias, levantou a lebre dos assim chamados líderes leigos. Havia uma separação forte, milenar entre clero e povo. E John Wesley, juntamente com outros tantos movimentos menores (incluindo os anabatistas) foram buscar aquela velha idéia do sacerdócio universal dos crentes, ou seja, cada cristão é um ministro. Tem um ministério a partir do momento em que se dedica a Cristo e descobre seus dons e deve atuar tanto na igreja quanto no mundo com o mesmo engajamento, com mesma inserção, com a mesma cabeça missionária de Paulo, de Jesus.

Para mim que desde os 16 anos trabalhei em vários empregos diferentes, fui contínuo, conferente, assistente administrativo de creche, auxiliar de pastor, missionário de tempo integral, missionário de tempo parcial, e hoje sou psicólogo e pastor de tempo parcial numa igreja de 280 membros. Eu gosto de estar em contato constante com pessoas seja na igreja ou no consultório, sempre tendo aquela visão maior de que todas as vocações devem servir ao propósito maior de apresentar a Cristo, seu Reino a fim de que todas as coisas estejam debaixo de Seu reinado, à sua inteira disposição. Para mim não se trata de uma profissão – são duas vocações que servem ao ser humano, que o auxiliam a ser um ser humano redimido espiritual e emocionalmente. Na minha experiência pessoal não existe conflitos nessas duas dimensões. E eu sou grato a Deus pela possibilidade que temos hoje de fazer isso – de colocar todas as nossas vocações a serviço do Mestre. (negrito nosso).

Odair Blume
É pastor da Igreja da Família Cristã Kobrasol-SC. Atua também como Psicólogo Clínico em Florianópolis-SC. É o atual Presidente do Conselho Pastoral da COBIM.

Fonte:
Trechos do artigo "Profissão secular ou servir a Deus de tempo integral?". Capturado em: 01.12.2009. Disponível em: http://www.cobim.com.br/irmaos/setembro2008/capa.php

O cristão no ambiente profissional

Postado por Roberto Marques,

O tempo passou rápido, e quando ele menos esperava, já estava se aposentando. A empresa, como de costume, promoveu uma festinha de despedida. Enquanto cada colega fazia seu discurso de homenagem (inclusive o chefe), ele notou que várias pessoas sussurravam entre si, acenavam ou sorriam quando cruzavam o olhar. Em que estariam pensando? Que tipo de comentários poderiam estar fazendo a seu respeito? E os elogios que ouvia? Será que eram sinceros? Enfim: que tipo de testemunho cristão ele deu durante o tempo que trabalhou naquela empresa?

A orientação de Jesus para que seus filhos fossem “sal e luz” é uma das mais abrangentes que deixou. Ela vale para todo lugar, em todo tempo: na vida familiar, no trato com os vizinhos, no convívio com colegas de escola ou faculdade - e não poderia ser diferente nas relações profissionais. Distinguir-se no ambiente de trabalho é um desafio diário que envolve fé, ética, companheirismo, credibilidade, competência e valores.

No livro Fé no Trabalho, Editora mundo Cristão, o dr. Michael Zigarelli, autor e professor de prestígio na área de Administração, se vale dos ensinamentos do Sermão do Monte - as conhecidas Bem-aventuranças - para apontar os princípios que estabelecem o conceito divino de atitude cristã. Com propriedade, o autor os aplica na experiência profissional cotidiana, demonstrando que um bom testemunho profissional é resultado direto de uma espiritualidade bem fundamentada.

Fonte: http://www.submarino.com.br/produto/1/249338/?franq=134562

Você e Deus no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele.” (Mc 12.17)

Você está no trabalho certo? Está feliz com o seu emprego?

Se o tipo de trabalho que você está desempenhando lhe trouxer um sentimento de estagnação, como se estivesse perdendo o seu tempo e não indo a parte alguma, então existe uma boa chance de não ter encontrado a carreira que Deus tem para você.

O trabalho é parte integrante e fundamental na vida e identidade de uma pessoa.

Não existe alternativa. Devemos ao mesmo tempo seguir a vontade de Deus em tudo o que fazemos e cumprir as nossas obrigações com as autoridades deste mundo. “Se você está em uma posição em que não pode cumprir os dois requisitos de uma só vez, está no trabalho errado".

Acredite. Você pode ser feliz e trabalhar ao mesmo tempo.

Fonte:
Matetea. Site Shvoong . Você e Deus no Trabalho. Publicado em: 17/junho/2007. http://pt.shvoong.com/business-management/management/1619543-voc%C3%AA-deus-trabalho/

Cristãos no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12).

      Como cristãos, temos um dever para com aqueles que ainda não conheceram a Cristo. O nosso trabalho é um local onde podemos cumprir o "Ide" de Jesus (Mc 16.15,16).
      O apóstolo Pedro exorta aos cristãos a manterem uma vida exemplar para com os não-crentes, para com as autoridades e para com quem prestamos serviços (1Pd 2.11-25). Em 1 Tessalonicenses 4.11,12, Paulo deu instruções gerais sobre como os cristãos devem proceder no trabalho: (1) Levar uma vida tranqüila; (2) Cuidar do seu próprio negócio; (3) Trabalhar com as próprias mãos; (4) Andar corretamente para com os não-cristãos; e (5) Não precisar viver às custas de ninguém. Essas instruções podem ser facilmente aplicadas pelos trabalhadores cristãos hoje.

O cristão como trabalhador (Ef 6.5-8; Cl 3.22-25; 1Tm 6.1-3; Tt 2.9,10):
1. Obedeça aqueles que estão acima de você;
2. Trabalhe com o devido respeito e boa vontade para com o seu patrão;
3. Trabalhe com sinceridade e de coração, como ao Senhor e não aos homens;
4. Não trabalhe somente quando o patrão está olhando, ou apenas para agradá-lo;
5. Demonstre que você é de confiança e tem responsabilidade.
      Ao fazer isso, você estará adornando a doutrina de Deus, nosso Salvador.
      Conselhos complementares para os trabalhadores podem ser encontrados na sabedoria de Salomão como, por exemplo, em Pv 12.24; 22.29. Aqueles que seguem essas orientações não apenas agradam ao Senhor, mas provavelmente serão muito bem sucedidos em seu trabalho.

O cristão como gestor (Ef 6.9; Cl 4.1;Dt 24.14,15; Pv 22:16; Jr 22.13-17; Ml 3.5):
1. Lembre-se que você tem um chefe no céu;
2. Trate seus empregados com justiça e equidade;
3. Não oprima ou explore aqueles que estão sob seu poder;
4. Não recorra a ameaças e constrangimentos;
5. Pague os salários em dia.
      Aplicando a regra de ouro de Mateus 7.12, você terá uma gestão adequada e duradoura. Seu trabalho será apreciado, tanto por aqueles que são geridos por você como aqueles para quem você trabalha.
      No entanto, como cristãos, nossa objetivo não é apenas fornecer o serviço honroso, mas para incentivar as pessoas glorificar a Deus (1Pe 2.12). Isso levanta outra questão: o evangelismo no local de trabalho

O cristão como evangelista (Mc 16.15,16; 1Pe 2.12; 3:1-2; Ef 4.29; 5.4; Cl 4.6; Cl 4:5):
1. Como cristão, você devemos buscar e salvar o perdido.
2. Não se esqueça do poder de um bom exemplo
3. Não deixe seu discurso trair a sua profissão de cristão;
4. Saiba considerar o melhor uso do seu tempo no trabalho;
5. Não discuta questões espirituais no seu ambiente de trabalho;
6. Procure relacionar conversas informais em oportunidades de estudos bíblicos;
7. Não coloque a culpa da sua negligência profissional no seu zelo espiritual.
      Trabalhar é mais que ganhar o pão de cada dia. Trabalho é mais que realizar serviços, processos ou produtos. Seu trabalho é uma oportunidade maravilhosa para servir ao Senhor, impactando positivamente a vida de outras pessoas.
      Faça da sua profissão, emprego ou negócio uma oportunidade para alcançar outros para Jesus Cristo.

Fé e Trabalho: citações importantes

Postado por Roberto Marques,


A seguir algumas citações importantes sobre o Movimento Fé e Trabalho:

"O espiritual se manifesta em uma vida que não conhece a divisão entre o sagrado e o secular." (Oswald Chambers)

“Aquilo que os cristãos fazem no ambiente de trabalho é uma forma legítima de ministério cristão." (Peter Wagner)

"Falta-nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado." (Augustus Nicodemus)

"A espiritualidade no ambiente de trabalho está explodindo." (Laura Nash, Ética nos Negócios, da Universidade de Harvard)

"Acredito que um dos próximos passos do grande Deus vai ser estar com os crentes no trabalho." (Dr. Billy Graham)

"Deus começou um movimento de evangelização no local de trabalho que tem o potencial de transformar a nossa sociedade como a conhecemos." (Franklin Graham)

"Ministério no local de trabalho será uma das inovações fundamentais do futuro no ministério da igreja". (George Barna, Boiling Point, Regal Publishing)

"Deus vai mobilizar as pessoas em seu local de trabalho como nunca antes na história. Deus está tramando algo. O próximo despertar espiritual poderia ter lugar no mercado de trabalho.” (Henry Blackaby)

"Se Cristo não é o Senhor do meu trabalho, ele nunca vai ser o Senhor da minha família." (Doug Sherman, autor do livro "Seu trabalho é importante para Deus")

"Nossas pesquisas revelam que 90-97% dos cristãos nunca ouviu um sermão em matéria de princípios bíblicos para a sua vida profissional." (Doug Sherman, autor do livro "Seu trabalho é importante para Deus")

"De fato, como acontece com o cristianismo do primeiro século, tudo começa no mercado de trabalho, onde os discípulos de Jesus se encontravam diariamente com os perdidos." (Bill McCartney, Promise Keepers, Anointed for Business, Regal Publishing)

"O trabalho é onde a maioria dos membros da igreja passa a maioria do seu tempo, interagindo com a maioria do mundo sem igreja. A Igreja na segunda-feira é prova de que a Igreja no domingo é real!" (Doug Spada, His Church at Work.org)

"Estamos convencidos de que os ingleses nunca serão convertidos até os leigos aproveitem as oportunidades oferecidas pelas suas profissões, ofícios e ocupações." (Towards the Conversion of England, 1945)

"É um erro pensar que quem foge dos assuntos mundanos e se engaja na contemplação está levando uma vida angelical ... Nós sabemos que os homens foram criados para se ocupar com o trabalho e que nenhum sacrifício é mais agradável a Deus do que quando cada um exerce a sua vocação e estudos para o bem comum. " (John Calvin)

"A igreja no local de trabalho é a mais pura forma do corpo de Cristo hoje, devido à sua diversidade. Crentes no local de trabalho são menos propensos a diferenças confessionais, porque eles têm um objetivo comum de representar a Cristo em seus locais de trabalho. O movimento vai quebrar as barreiras confessionais do passado." (Os Hillman, International Coalition of Workplace Ministries)

"Grande parte da nossa cultura tem uma visão distinta grega do trabalho: Nós trabalhamos por necessidade. Mas, veja você, nós somos feitos à imagem de Deus, e, como tal, somos levados a trabalhar para criar, dar forma, trazer a ordem da desordem.” (Chuck Colson, BreakPoint, Sept 1, 2003)

"Há uma distinção entre o trabalho na igreja e do trabalho da igreja. Obra na Igreja é o que você faz para a instituição organizada da Igreja. O trabalho da igreja é o que é feito entre os domingos, quando a Igreja está espalhada por toda a área metropolitana onde está localizada - em casas, escolas, escritórios, postos de trabalho na construção, em ambientes de trabalho.” (Dick Halverso)

"Analisamos 52 movimentos no corpo de Cristo. Nós os limitamos para 28, depois 12 e depois 4 para investir os nossos recursos nos próximos anos. O local de trabalho é um desses, porque esta é uma área onde nós vemos Deus trabalhando." (Chade Hammond, Diretor de Novos Empreendimentos da Associação Evangelística Billy Graham)

"Acredito que os pastores serão os últimos a realmente abraçar esse movimento, porque é como um novo paradigma. No entanto, em última análise, eles serão os instrumentos que Deus vai usar para fazer o maior impacto no movimento por causa de sua influência na vida de tantas pessoas.” (Os Hiillman, Director, International Coalition of Workplace Ministries)

Fonte: Os Hilman. Coalizão Internacional de Ministérios no Local de Trabalho. http://www.icwm.net/pages.asp?pageid=203

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