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Reuniões de Avivamento na Empresa

Postado por Roberto Marques,

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20).

     As Reuniões Religiosas de Avivamento são movimentos típicos e freqüentes no meio evangélico pentecostal. Cada líder espiritual tem o seu método próprio de harmonizar as mente dos seus seguidores, a fim de alcançar o “derramar do Espírito”. O conhecimento desse princípio tem coroado de êxito o ministério de muitos evangelistas.
     Entretanto, a maravilhosa promessa de Mateus 18.20 pode ser entendida em duas linguagens diferentes: a da Religião e a da Ciência. Para a Religião o “Espírito de Cristo” está onde houver unanimidade cristã. Para a Ciência, o “poder” resulta da unanimidade de propósito. Mas o princípio é o mesmo, não importa a linguagem que usemos: se duas ou mais pessoas concordarem sobre qualquer coisa, isso lhes resultará em poder realizador (Mt 18.18-20).
     O salmista diz que o Senhor “ordena a bênção” onde há união (Sl 133.1-3). A descida do Espírito Santo, narrada em Atos 2, somente foi possível porque os discípulos, reunidos no mesmo lugar, “perseveraram unânimes em oração e súplicas” (At 1.14; 2.46). Esse "pentecostes", "influência sobrenatural", "poder do alto", "energia cósmica" ou "sexto sentido" nasce e cresce da aliança amistosa e harmônica de pensamentos e propósitos e aparece como uma força no espírito de todos os presentes.
     Princípios são princípios não importa o nome que se dê a eles. O fato é que, onde quer que um grupo de mentes entrem em contato, num espírito de perfeita harmonia de propósitos, cada mente do grupo logo se torna suprida e reforçada por um evidente poder superior benéfico. Essa capacidade ainda não classificada cientificamente e que nós cristãos chamamos de "estar cheios do Espírito Santo" (At 2.4) opera com a mesma eficiência, ainda que chamada por outro nome.
     Comprovadamente, esse “poder do alto”, em quantidade suficiente, pode tornar possíveis realizações verdadeiramente extraordinárias. É a força com o qual o homem consegue êxito em qualquer empreendimento, solucionar problemas financeiros e até curar de doenças.

Avivamento espiritual nas empresas
     Esse avivamento espiritual pode ser criado por qualquer grupo de crentes, a partir de duas pessoas, depois de dez ou vinte minutos, porque esse é o tempo exigido pelas mentes/espíritos para se tornarem fundidas, associadas ou harmonizadas. A ornamentação do ambiente, a pregação poderosa e música adequada podem auxiliar nesse processo. Mas este estado de associação mental, provisoriamente criado, desintegrar-se-á, desaparecendo sem deixar vestígios, no momento em que cessar a “reunião”. Por isso, a necessidade das igrejas promoverem periodicamente “reuniões”, “seminários”, “vigílias”, “congressos” de avivamento espiritual para seus membros. Numa linguagem simples, funciona como o "carregar baterias".
     A boa notícia é que esse mesmo “poder do alto” conseguido nas Reuniões Religiosas de Avivamento pode ser apropriadamente alcançado em Reuniões Empresariais de Avivamento. Basta o oficiante conduzir essas reuniões utilizando o mesmo princípio de harmonia mental que os avivalista utilizam na igreja. Chame-se a isso “derramamento do Espírito do Senhor”, "encontro com Deus", “psicologia”, “química mental”, “motivação”, “energização”, “apimentamento”, “Master Mind” ou o que quiser, porque tudo se baseia no mesmo princípio: o poder que nasce da unidade de propósito.
     As Reuniões Religiosas de Avivamento mobiliza a força da liderança, o interesse para a religião nos indiferentes e aumento da fé nos crentes negligentes. As Reuniões Empresariais de Avivamento também têm a finalidade é avivar o interesse e despertar entusiasmo que facilitarão os colaboradores a continuar a luta com a ambição e a energia renovadas.
     No Reino de Deus não há distinção entre ambiente santo e ambiente secular (1Co 10.31). Não existe castas religiosas ou cidadãos de segunda classe. "A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que fot útil" (1Co 12.7). Onde estiverem dois ou três reunidos com o mesmo propósito, aí o poder sobrenatural estará no meio deles. É princípio do Reino.

O primeiro homem na Bíblia descrito como sendo cheio do Espírito de Deus não era um rei ou profeta, mas um artesão. Êxodo 31.1-11:

1 Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
2 Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,
3 E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor,
4 Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre,
5 E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor.
6 E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para que façam tudo o que te tenho ordenado.
7 A saber: a tenda da congregação, e a arca do testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os pertences da tenda;
8 E a mesa com os seus utensílios, e o candelabro de ouro puro com todos os seus pertences, e o altar do incenso;
9 E o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base;
10 E as vestes do ministério, e as vestes sagradas de Arão o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;
11 E o azeite da unção, e o incenso aromático para o santuário; farão conforme a tudo que te tenho mandado.

Entusiasmo: uma força divina dentro de você

Postado por Roberto Marques,

"O Espírito é o que vivifica." (Jo 6.63)

Os dicionários apresentam a interessante etimologia grega da palavra ENTUSIASMO: en, dentro; teós, Deus; asma, sopro, que significa “sopro de Deus dentro” ou “Deus dentro de nós” ou, ainda, “estar cheio de Deus”.

Adão era um ser inanimado até que Deus “soprou” o Seu próprio “fôlego" para dentro dele, e o homem “tornou-se alma vivente” (Gn 2.7;cf. 6.3; Sl 104.30). A palavra “fôlego” ou “espírito” (do hebraico ruach e do grego pneuma) pode ser traduzido como vitalidade, ânimo, coragem, disposição, atitude, humor. O espírito é a capacidade de realizar, o potencial humano. “O Espírito é o que vivifica”, disse Jesus (Jo 6.63).

Na morte o espírito do homem é absorvido pelo Espírito de Deus, que o deu (Ec 12.7; Sl 146.4; Tg 2.26). Está escrito: “...o pó (corpo) volte à terra, de onde veio, e o espírito (fôlego de vida) volte a Deus, que o deu” (Ec 12.7).

O “espírito” é a parte imaterial, divina, imortal, imutável. É a dimensão metafísica, sobrenatural, divina do homem. É o poder de Deus no homem. Portanto, o “espírito” é a sede do poder interior do homem.

Todo trator tem uma tremenda força, mas se não for ativada, não moverá um grão de areia. Embora todas as pessoas tenham uma força divina dentro de si, nem todos a utilizam. Por outro lado, aqueles que alcançaram enorme sucesso na vida, as que realizaram grandes feitos, as que obtiveram verdadeiros milagres, utilizaram de forma plena sua força interior.

Como acionar a sua força interior? Como fazer o seu poder interior trabalhar no nível máximo? Com o que Jesus chamou de . A fé não é a força, mas aciona a força (Mt 21.21; Mc 9.23). A fé é a chave que determina a quantidade de energia desencadeada. Ela pode ser “fraca” (Rm 14.1), “pequena” (Mt 6.30; Lc 12.28), “grande” (Mt 15.28) ou “extraordinária” (Mt 8.10). É o tamanho da sua fé que determinará o tamanho da sua ação. Muita fé, muita ação. Pouca fé, pouca ação. Nenhuma fé, nenhuma ação.

Portanto, não existe uma pessoa capaz ou outra menos capaz. O que existe são pessoas que acionam sua força interior de maneiras diferentes, umas mais e outras menos. Esta é a diferença entre os que realizam muito e os que realizam pouco.

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