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     A forma bíblica de compreender a vida, a forma hebraica, é que só existe um único nível superior do mundo. Para os hebreus, o reino espiritual e o reino natural formam um só nível: DEUS. Todo o resto, visível ou invisível, está abaixo de Deus. Viam a presença divina e Sua Palavra em todas as coisas, através de todas as coisas e sobre todas as coisas.
     A vida espiritual e material dos hebreus era uma unidade inseparável. Conquistas espirituais refletiam em conquistas materiais e, vise e versa. Quando iam bem espiritualmente, venciam guerras, faziam grandes colheitas, conquistavam territórios, tinham abundância de tudo. Quando se afastavam de Deus, eream derrotados nas batalhas, perdiam colheitas, enfrentavam secas e pestes e até, escravidão e morte.
     Já de acordo com Platão (427-347 a.C), o mundo está dividido em duas esferas: uma superior e outra inferior. Ao nível mais elevado chamou de “forma’, que consistia nas idéias eternas. Ao nível mais baixo chamou “matéria”, que era temporal, físico e imperfeito. Platão localizou o “trabalho” e as “ocupações profissionais” nos reinos inferiores.
     A filosofia platônica ensinava que existe um reino espiritual que está separado e é distinto do reino físico, portanto quanto mais espiritual você for, menos ligado à matéria será. Para o dualismo grego, o ambiente profissional era “carnal”, porque lidava com “coisas terrenas”, tais como negócios e dinheiro.

Cristo no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

      “Apenas três por cento dos cristãos trabalham nos chamados ministérios profissionais, enquanto os outros 97 por cento estão em outros ambientes, trabalhando para o mercado” (Paul Strand).
      A maioria dos cristãos não acredita que está no ministério e deixam este serviço para os ministros profissionais. Mas esse não é o modelo bíblico. "De uma perspectiva bíblica, não há diferença entre trabalho e ministério. Essas palavras possuem uma mesma raiz" (Brett Johnson).
      Enquanto o pastor dispõe de duas a quatro horas a cada semana para ministrar à sua congregação, na empresa os cristãos podem ministrar àqueles em torno deles quase todos os dias da semana.
      O Ministério no Ambiente de Trabalho representa uma das mais destacadas tendências de crescimento do cristianismo - a percepção de que todos os cristãos são ministros – e o local de trabalho é o seu campo missionário.
     

Conectando Cristo no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

Por Paul Strand*

      Apenas três por cento dos cristãos trabalham nos chamados ministérios profissionais, enquanto os outros 97 por cento estão em outros ambientes, trabalhando para o mercado.
      “A realidade é que a maioria dos cristãos é marginalizada porque não acredita que está no ministério e deixam este serviço para os ministros profissionais. Mas esse não é o modelo bíblico, explica Brett Johnson, autor de Lemon Leadership.
      Johnson tem ajudado cerca de 200 empresas a implantarem ministérios no local de trabalho. Ele disse: "De uma perspectiva bíblica, não há diferença entre trabalho e ministério. Essas palavras possuem uma mesma raiz."
     

TEOLOGIA DO CAPITAL

Postado por Roberto Marques,

      Como surgiu o espírito capitalista que permeia o pensamento da igreja cristã moderna?

      Max Weber (1864-1920), considerado um dos fundadores da Sociologia, em sua obra mais famosa A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (1904), diz que a resposta está, paradoxalmente, na teologia protestante e sua estreita ligação com as mudanças nas atividades econômicas da sociedade no século XVII - o século precedente à Revolução Industrial. Para Weber, os pioneiros do capitalismo pertenciam às seitas puritanas, que acreditavam que o êxito econômico era como uma bênção de Deus.
     Essa crença foi importada para o Novo Mundo gerando o modo de vida capitalista nos Estados Unidos – a busca disciplinada da riqueza mediante o trabalho ordenado -, que logo se espalharia pelo Ocidente. A visão crítica de Weber sobre o capitalismo ajudou a formar o pensamento marxista do século XX.

O cristão no ambiente profissional

Postado por Roberto Marques,

O tempo passou rápido, e quando ele menos esperava, já estava se aposentando. A empresa, como de costume, promoveu uma festinha de despedida. Enquanto cada colega fazia seu discurso de homenagem (inclusive o chefe), ele notou que várias pessoas sussurravam entre si, acenavam ou sorriam quando cruzavam o olhar. Em que estariam pensando? Que tipo de comentários poderiam estar fazendo a seu respeito? E os elogios que ouvia? Será que eram sinceros? Enfim: que tipo de testemunho cristão ele deu durante o tempo que trabalhou naquela empresa?

A orientação de Jesus para que seus filhos fossem “sal e luz” é uma das mais abrangentes que deixou. Ela vale para todo lugar, em todo tempo: na vida familiar, no trato com os vizinhos, no convívio com colegas de escola ou faculdade - e não poderia ser diferente nas relações profissionais. Distinguir-se no ambiente de trabalho é um desafio diário que envolve fé, ética, companheirismo, credibilidade, competência e valores.

No livro Fé no Trabalho, Editora mundo Cristão, o dr. Michael Zigarelli, autor e professor de prestígio na área de Administração, se vale dos ensinamentos do Sermão do Monte - as conhecidas Bem-aventuranças - para apontar os princípios que estabelecem o conceito divino de atitude cristã. Com propriedade, o autor os aplica na experiência profissional cotidiana, demonstrando que um bom testemunho profissional é resultado direto de uma espiritualidade bem fundamentada.

Fonte: http://www.submarino.com.br/produto/1/249338/?franq=134562

Cristãos no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12).

      Como cristãos, temos um dever para com aqueles que ainda não conheceram a Cristo. O nosso trabalho é um local onde podemos cumprir o "Ide" de Jesus (Mc 16.15,16).
      O apóstolo Pedro exorta aos cristãos a manterem uma vida exemplar para com os não-crentes, para com as autoridades e para com quem prestamos serviços (1Pd 2.11-25). Em 1 Tessalonicenses 4.11,12, Paulo deu instruções gerais sobre como os cristãos devem proceder no trabalho: (1) Levar uma vida tranqüila; (2) Cuidar do seu próprio negócio; (3) Trabalhar com as próprias mãos; (4) Andar corretamente para com os não-cristãos; e (5) Não precisar viver às custas de ninguém. Essas instruções podem ser facilmente aplicadas pelos trabalhadores cristãos hoje.

O cristão como trabalhador (Ef 6.5-8; Cl 3.22-25; 1Tm 6.1-3; Tt 2.9,10):
1. Obedeça aqueles que estão acima de você;
2. Trabalhe com o devido respeito e boa vontade para com o seu patrão;
3. Trabalhe com sinceridade e de coração, como ao Senhor e não aos homens;
4. Não trabalhe somente quando o patrão está olhando, ou apenas para agradá-lo;
5. Demonstre que você é de confiança e tem responsabilidade.
      Ao fazer isso, você estará adornando a doutrina de Deus, nosso Salvador.
      Conselhos complementares para os trabalhadores podem ser encontrados na sabedoria de Salomão como, por exemplo, em Pv 12.24; 22.29. Aqueles que seguem essas orientações não apenas agradam ao Senhor, mas provavelmente serão muito bem sucedidos em seu trabalho.

O cristão como gestor (Ef 6.9; Cl 4.1;Dt 24.14,15; Pv 22:16; Jr 22.13-17; Ml 3.5):
1. Lembre-se que você tem um chefe no céu;
2. Trate seus empregados com justiça e equidade;
3. Não oprima ou explore aqueles que estão sob seu poder;
4. Não recorra a ameaças e constrangimentos;
5. Pague os salários em dia.
      Aplicando a regra de ouro de Mateus 7.12, você terá uma gestão adequada e duradoura. Seu trabalho será apreciado, tanto por aqueles que são geridos por você como aqueles para quem você trabalha.
      No entanto, como cristãos, nossa objetivo não é apenas fornecer o serviço honroso, mas para incentivar as pessoas glorificar a Deus (1Pe 2.12). Isso levanta outra questão: o evangelismo no local de trabalho

O cristão como evangelista (Mc 16.15,16; 1Pe 2.12; 3:1-2; Ef 4.29; 5.4; Cl 4.6; Cl 4:5):
1. Como cristão, você devemos buscar e salvar o perdido.
2. Não se esqueça do poder de um bom exemplo
3. Não deixe seu discurso trair a sua profissão de cristão;
4. Saiba considerar o melhor uso do seu tempo no trabalho;
5. Não discuta questões espirituais no seu ambiente de trabalho;
6. Procure relacionar conversas informais em oportunidades de estudos bíblicos;
7. Não coloque a culpa da sua negligência profissional no seu zelo espiritual.
      Trabalhar é mais que ganhar o pão de cada dia. Trabalho é mais que realizar serviços, processos ou produtos. Seu trabalho é uma oportunidade maravilhosa para servir ao Senhor, impactando positivamente a vida de outras pessoas.
      Faça da sua profissão, emprego ou negócio uma oportunidade para alcançar outros para Jesus Cristo.

Trabalho e Sacedócio Cristão

Postado por Roberto Marques,

"Vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo." (1Pd 2.5)

A doutrina do sacerdócio de todos os cristãos é bíblica. Em Cristo todos os crentes são considerados sacerdotes. Cristo é o nosso sacrifício perpétuo (Ef 5.2; Hb 10.12). Em outras palavras, em Cristo cada crente tem acesso pessoal e direto a Deus sem que haja necessidade da intermediação de um sacerdote profissional.

Na igreja do Novo Testamento o pastor de igreja nunca é mencionado como sacerdote. Ele é o ancião, presbítero ou bispo responsável pelo pastoreio da igreja. O pastor tem função inteiramente diferente do sacerdote. A idéia fundamental de sacerdote é a de um mediador entre o homem e Deus.

A Bíblia é clara em dizer que todo crente "é casa espiritual", “é o templo do Espírito Santo” (1Cr 6.19), isto é, que cada cristão é sua própria “igreja”. Entretanto, não temos sido capazes de superar a dependência espiritual dos clérigos profissionais. E pior: muitos estão ficando cada vez mais dependentes deles. A linguagem utilizada é clara e não deixa dúvidas: o “pastor preside”, o “pastor oficia”, o “pastor consagra”, o “pastor prega”.

Não me entenda mal. O trabalho pastoral é necessário e importante para a edificação do corpo de Cristo (At 20.28; Ef 4.11,12). O que eu estou dizendo é que não existem certas tarefas ministeriais que pertencem exclusivamente àqueles que foram graduados e ordenados para isso. A Bíblia não ensina assim.

A maioria dos crentes leigos quer ministrar em sua família e ambiente de trabalho, cumprindo o mandato evangelístico que Jesus lhes deu (Lc 16.15-18). Todavia, a grande maioria dos clérigos frustra esse chamado impondo a falsa idéia de que pertencem a uma “casta espiritual inferior”.

Assim, os leigos se tornam aprendizes de um ofício em que jamais se graduarão, exceto se formarem-se teólogos e forem ordenados ministros por uma denominação religiosa. Na grande maioria dos casos, os “ministros leigos” serão sempre aspirantes dos “ministros ordenados”.

"A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções" (Augustus Nicodemus).1

Há alguns pensamentos não professados por muitos vigários profissionais: Será que os leigos vão controlar minha igreja? Será que perderei a autoridade? Será que perderei os dízimos deles?

“A verdade fundamental a respeito do sacerdócio no Novo Testamento é esta: o cristianismo é um sacerdócio, mas não tem sacerdócio”.2

1. Augustus Nicodemus foi um dos preletores da 22ª conferência Fiel - Brasil, 2006.
2. BOYER, Orlando. Sacerdote. Pequena Enciclopédia Bíblica. Vida, 199, p.555.

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