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Conectando Cristo no Trabalho

Postado por Roberto Marques,

Por Paul Strand*

      Apenas três por cento dos cristãos trabalham nos chamados ministérios profissionais, enquanto os outros 97 por cento estão em outros ambientes, trabalhando para o mercado.
      “A realidade é que a maioria dos cristãos é marginalizada porque não acredita que está no ministério e deixam este serviço para os ministros profissionais. Mas esse não é o modelo bíblico, explica Brett Johnson, autor de Lemon Leadership.
      Johnson tem ajudado cerca de 200 empresas a implantarem ministérios no local de trabalho. Ele disse: "De uma perspectiva bíblica, não há diferença entre trabalho e ministério. Essas palavras possuem uma mesma raiz."
     

“Alto-ajuda” com “L”

Postado por Roberto Marques,

Vivemos a era dos grandes “gurus” e suas lições sobre sucesso. De tempos em tempos aparece uma nova “tendência”, “receita” ou “segredo” do sucesso, ou um “revolucionário livro” que pretende ser a “bíblia dos negócios do século”. Porém, o tempo passa e surgem novas teorias, tão badaladas quanto às anteriores.

A cultura da AUTO-AJUDA tenta servir de “alimento para a alma”. Mas em nome de quem esses mestres falam? Seus ensinos provêm de que fontes? Afinal, com que autoridade os gurus da auto-ajuda se apresentam e falam?

A Responsabilidade Social da Igreja

Postado por Roberto Marques,

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10.10).

Muitos fazem da crença no mundo porvir uma fuga da realidade.

Separando Trabalho e Religião, há uma tendência enorme de se fechar os olhos para as necessidades do mundo presente. Por isso, muitos cristãos têm dificuldade para relacionar suas atividades profissionais como a obra evangelística que Deus lhes deu.

Sua profissão é seu púlpito

Postado por Roberto Marques,

“E entrando [Jesus] num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e assentando-se, ensinava do barco a multidão.” (Lc 5.3)

A fim de escapar à pressão da massa, Jesus entrou no barco de Simão e pediu-lhe que o afastassem um pouco da terra. Daí Jesus podia ser visto e ouvido melhor por todos. O pescador atende ao pedido, e Jesus fala à multidão.

Infelizmente, uma antiga crença religiosa criou na mente de muitos cristãos uma distinção entre trabalho secular e trabalho sagrado, atividades que são consideradas profanas e outras santas. É comum no meio evangélico encontrar pessoas infelizes com o seu emprego, por considerá-lo “secular”, destituído da benção divina, e que sonham em trabalhar na “obra” em tempo integral. Porém, a maioria dessas pessoas se esquece que o trabalho que chamam “profano”, pode ser exatamente o local que o Senhor as quer utilizar.

Muitos agem como se Deus estivesse separado do ambiente de trabalho. Mas Jesus quer “ensinar a multidão” por meio de Sua presença santificadora em nossa vida profissional. Jesus quer ministrar às pessoas através do nosso viver justo e verdadeiro. Existem inúmeras demandas por serviços, processos e produtos onde o filho de Deus pode intervir guiado pelo Espírito Santo. Precisamos ver nossa atividade profissional como um campo missionário, uma obra para a glória de Deus.

Na verdade, quando prestamos qualquer serviço, remunerado ou não, estamos fazendo “como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23). O trabalho faz parte do “tudo” o que fazemos “para a glória de Deus” (1Co 10.31). O próprio Jesus ordenou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5:16). A palavra “boas obras” neste texto no original em grego significa “obras excelentes”.

Ministrar no ambiente de trabalho é uma proposta de glorificação de nosso Pai celeste através de nosso trabalho aqui na Terra.

Trabalho e Religião

Postado por Roberto Marques,

"Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma." (Tg 2.17)


Para muitos crentes Trabalho e Religião são campos que não se misturam.

O paradigma do “trabalho como um mal necessário” parte do pensamento de que o mundo é inimigo da religião. Por isso, muitos cristãos têm dificuldade para relacionar os trabalhos que normalmente realizam como meio de subsistência, como a obra evangelística que Deus lhe deu.

Graças a Deus o pensamento evoluiu. Hoje muitos líderes espirituais consideram a função do Mandato Cultural (dominar a sociedade, Gn 1.28) juntamente com o Mandato Evangelístico (salvar almas, Mt 28.19) na missão total da igreja. Já é ensinado em muitos púlpitos “que aquilo que os cristãos fazem no ambiente de trabalho é uma forma legítima de ministério cristão."1

Portanto, se você for chamado por Deus para servir a Deus nos ministérios da Igreja como fez com Pedro, João, Mateus e Lucas ou como ministros no ambiente de trabalho como fez, por exemplo, com Lídia, Cornélio, Dorcas, Aquila e Priscila, certamente o Senhor Jesus fará de você um ganhador de almas para o Seu reino.

"Quando aprendemos a noção de que o povo de Deus no ambiente de trabalho é na verdade uma forma legítima da igreja, isso representa uma inovação relevante para a maioria das pessoas. [...] O movimento da escola dominical (uma mudança de paradigma, igualmente radical, ocorrida cerca de 200 anos atrás) só se tornou aceitável para a igreja como um todo pelo menos 45 anos após seu início. Não creio que será necessário tanto tempo para que a igreja no ambiente de trabalho seja aceita, mas isso não acontecerá da noite para o dia."2

1. Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. Vida, 2007. p. 102.
2. idem, p. 14.

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