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O conceito errôneo de que algumas pessoas fazem trabalho sagrado para Deus enquanto o resto de humanidade faz trabalho secular é muito antigo. No pensamento ocidental esta idéia vinda da filosofia grega sempre ensinou que qualquer trabalho físico deveria ser escolhido pelo próprio homem, que definiria como passar o seu tempo. Os escravos faziam o trabalho servil, enquanto os homens livres gastavam o tempo em coisas da mente: religião ou filosofia.

Confúcio, com grande influência na filosofia ocidental, ensinou praticamente a mesma coisa. Esta noção confusa tem atingido a igreja com a conclusão de que “atividades seculares" são tidas como um entrave no que diz respeito ao desenvolvimento espiritual da pessoa.

Aceitar o secular/sagrado, invariavelmente leva os cristãos a serem atingidos pelas demandas de dois mundos. De um lado, você sente a necessidade de se tornar parte de seu trabalho. De outro, as correntes mais comuns dizem que você está desperdiçando seu tempo e que devia estar buscando a Deus. É difícil conviver com o sucesso se você permitir que estas forças dominem seu coração.

Como podemos então pensar seriamente a respeito de Deus se dedicamos a maior parte do tempo, talento, recursos e energia em coisas seculares sobre as quais imaginamos que Ele não tenha nenhum interesse? Dorothy Sayers fez a pergunta deste modo: “Como alguém pode permanecer interessado em religião se não tem nenhuma preocupação desse tipo em relação a nove décimos de seu dia-a-dia?”.

O que a Bíblia ensina? O panorama bíblico não abre espaço para o pensamento dualístico secular-sagrado. Diferentemente dos indiferentes deuses do pensamento antigo, o Deus da Bíblia está ativamente envolvido em Seu mundo. Ele tomou parte na criação. A linguagem bíblica usada para descrever o trabalho divino da criação é física e terrena. “Quando o Senhor Deus fez a Terra e os céus... formou o homem soprando em suas narinas o fôlego da vida, e o homem se tornou um ser vivente. Formou um jardim na parte oriental do Eden e ali põe o homem que Ele formou” (Gênesis 2:4, 7, 8).

O apóstolo Paulo reitera a posição de Deus sobre o local de trabalho. Nos dias de Paulo, a força dos escravos dada as medidas da mão-de-obra. Em lugar de usar expressões como empregado e empregador, como usamos hoje, ele os chamou de escravos e mestres.

- Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis" (Colossenses 3:22-24).

Se você estiver vivendo com um trabalho meio-a-meio secular-sagrado, então você terá que fazer uma escolha: embora mantendo essa atividade você se afastará tanto quanto possível das "coisas mundanas"; ou você esquecerá Deus e seguirá atrás do sucesso, como o mundo define isto. Tentar viver em ambos os mundos pode se tornar algo muito difícil. Não importa qual seja o seu trabalho, Deus pode e o usa quando você age com honra e integridade.

Walt Larimore

Fonte: Trecho do artigo “Empregado por Deus”. Tradução Herci. Capturado em 01/12/2009. Disponível em: http://www.quemtemsedevenha.com.br/empregado_por_deus.htm

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