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Executivos no Púlpito?

Postado por Roberto Marques,

"Mas, lembrem-se do SENHOR, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza" (Dt 8.18).

Quando foi a última vez que um irmão executivo assumiu o púlpito da sua igreja num domingo? Com certeza você se lembra deles fazendo significativas doações para uma construção ou projeto missionário da igreja, mas não como pregador.

Na igreja institucional, dominada pelos clérigos, muitos pastores tem dificuldade em confiar nas pessoas leigas. Elas podem ser pilotos de Boings 747, administrar companhias multinacionais ou ser professores universitários, mas os pastores relutam em ceder-lhes o pulpito da igreja. Um executivo pode ser capaz de liderar importantes reuniões de vendas, motivar dezenas de funcionários sob sua responsabilidade, gerenciar um complexo parque industrial, mas, segundo alguns líderes religiosos, ele não está apto para pregar à igreja. A regra é clara e não deixa dúvidas: é o “pastor quem prega”.

É verdade que os executivos não vão muito à igreja. Portanto, não são vistos como “membro padrão”. A razão é que eles estão lá fora fazendo o que Deus os chamou para fazer – estão produzindo riquezas (Dt 8.18). O calendário da igreja exige tempo e as exigências no mundo dos negócios muitas vezes tornam difícil a participação do executivo na vida cotidiana da igreja.

“Na verdade, da mesma forma que o mundo dos negócios recompensa os workabolics (viciados em trabalho), as instituições religiosas tendem a louvar e recompensar os “churchabolics” (“viciados em igreja”) por seu extremo envolvimento com a igreja.1
De acordo com o pensamento de muitos pastores de igreja, alguém que, em determinado domingo, considerou mais importante ganhar dinheiro (trabalhar) que comparecer ao culto da igreja, deveria ser “disciplinado”, em vez de pregar do púlpito. Por isso, inúmeros cristãos executivos, que se preocupam com o que o pastor pensa deles quando não aparecem na igreja, precisam “marcar presença” à porta da igreja aos domingos.

Os líderes religiosos congregacionais precisam compreender a verdade de que o trabalho de uma pessoa é um ministério tão importante quanto prestar um serviço na igreja. Nenhum trabalho, seja pastoral ou profissional, em si mesmo, é mais espiritual que o outro (Mt 25.40; 1Co 10.31; Cl 3.23).


1. Gregory F. A. Pierce citado por Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. Vida, 2007, p. 159.

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