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Trabalho e Religião

Postado por Roberto Marques,

"Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma." (Tg 2.17)


Para muitos crentes Trabalho e Religião são campos que não se misturam.

O paradigma do “trabalho como um mal necessário” parte do pensamento de que o mundo é inimigo da religião. Por isso, muitos cristãos têm dificuldade para relacionar os trabalhos que normalmente realizam como meio de subsistência, como a obra evangelística que Deus lhe deu.

Graças a Deus o pensamento evoluiu. Hoje muitos líderes espirituais consideram a função do Mandato Cultural (dominar a sociedade, Gn 1.28) juntamente com o Mandato Evangelístico (salvar almas, Mt 28.19) na missão total da igreja. Já é ensinado em muitos púlpitos “que aquilo que os cristãos fazem no ambiente de trabalho é uma forma legítima de ministério cristão."1

Portanto, se você for chamado por Deus para servir a Deus nos ministérios da Igreja como fez com Pedro, João, Mateus e Lucas ou como ministros no ambiente de trabalho como fez, por exemplo, com Lídia, Cornélio, Dorcas, Aquila e Priscila, certamente o Senhor Jesus fará de você um ganhador de almas para o Seu reino.

"Quando aprendemos a noção de que o povo de Deus no ambiente de trabalho é na verdade uma forma legítima da igreja, isso representa uma inovação relevante para a maioria das pessoas. [...] O movimento da escola dominical (uma mudança de paradigma, igualmente radical, ocorrida cerca de 200 anos atrás) só se tornou aceitável para a igreja como um todo pelo menos 45 anos após seu início. Não creio que será necessário tanto tempo para que a igreja no ambiente de trabalho seja aceita, mas isso não acontecerá da noite para o dia."2

1. Peter Wagner. Os cristãos no ambiente de trabalho. Vida, 2007. p. 102.
2. idem, p. 14.

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