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O Futuro do Trabalho

Postado por Roberto Marques,

"Não vos inquieteis pois pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo." (Mt 6.34)


Primeiro a Reengenharia (fazer mais com menos), depois a Globalização (abertura de fronteiras internacionais) e agora as Inovações Tecnológicas (informática e robotização), responsáveis pelo avanço na sociedade, têm sido os vilões do grande enxugamento dos postos de trabalho e, por conseguinte, pelos grandes índices de desemprego estrutural.

Segundo estimativas, em um futuro próximo apenas 25% da população economicamente ativa conseguirá registro na carteira de trabalho. Isso significa que os 75% da população economicamente ativa restante deverá trabalhar como autônomos e oferecendo algum produto ou serviço à sociedade para, em troca, garantir seu sustento.

No novo mundo do trabalho, a tendência geral é o auto-emprego, isto é, cada um tendo que gerar seu próprio trabalho, ser agente do seu próprio negócio, patrão de si mesmo.

José Pastore (2002), sociólogo e professor da USP especialista em relações do trabalho e desenvolvimento institucional, afirma que “O mercado de trabalho foi dividido em dois mundos: o do emprego, com carteira assinada, e o do trabalho. O segundo está em alta. Você que é jovem, entenda que, no mundo moderno, o emprego formal não é a única maneira de ganhar a vida nem será a mais abundante daqui para a frente.”1

No novo mundo o trabalhador será empregado em algumas ocasiões e trabalhador autônomo na maioria das vezes. O seu salário poderá ser formado de uma parte fixa e outra variável, conforme os resultados do negócio ou, ainda, comissionado, isto é, todo o seu salário dependerá do que foi produzido ou vendido.

Isso não significa obstáculo, incapacidade ou fracasso pessoal – o trabalho no novo mundo será assim mesmo.

1. José Pastore. O futuro do emprego. Revista VEJA Especial, Editora Abril, São Paulo, Nº 1, (parte integrante da Veja - Ano 33 – Nº 43), p. 92, 2000.

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